Para CEO da Uliving, o modelo ‘Living as a Service’ atende às principais demandas dos jovens, que vão desde a presença de serviços essenciais até propostas de socialização
De acordo com uma pesquisa da Agência Today, 80% das pessoas entre 25 e 39 anos preferem alugar do que comprar um imóvel. Por outro lado, essa preferência também vem acompanhada por vários outros interesses das novas gerações, que impulsionam um estilo de vida mais flexível e prática. Dentro deste cenário, novas ideias de lar começaram a surgir nos últimos anos, como é o caso da moradia por assinatura ou “LaaS (Living as a Service)”.
“É um modelo que chega em uma época em que jovens estudantes e profissionais buscam mais do que apenas um lugar para morar, buscam uma experiência que una conforto, funcionalidade, flexibilidade e oportunidades de socialização”, diz Ewerton Camarano, CEO da Uliving, pioneira e líder em student housing no Brasil.
Como funciona o Living as a Service?
Diferente de um imóvel alugado, o formato de LaaS é pensado como um serviço de assinatura por ser mais personalizado, inclusive nos contratos. Essa característica por si só já possibilita que o morador faça acordos que dialoguem com a perspectiva de estadia e financeira, sendo mais acessível do que muitas opções mais tradicionais. Além disso, o fato de propor uma experiência compartilhada com outras pessoas também influencia no preço, ainda que não necessariamente implique em acomodações coletivas.
“O processo de assinar o contrato, ocupar a moradia e desocupá-la no futuro é menos burocrático do que uma locação comum”, pontua o executivo. “Os documentos e acordos são menos burocráticos, de forma que toda a comunicação feita entre as partes durante a jornada seja simplificada, clara e sólida”, complementa.
Outro fator importante desse modelo é a presença de diversas soluções para o dia a dia, como: estruturas modernas e mobiliadas, serviços inclusos (limpeza, internet etc.), ambientes compartilhados (coworkings, áreas comuns, espaços de lazer etc.) e uma programação pensada para estimular a convivência e o desenvolvimento pessoal.
“Em um mundo em que as mudanças acontecem a cada minuto e as rotinas estão cada vez mais corridas, o LaaS é estruturado para atender aos desejos de quem valoriza a mobilidade, a agilidade e a qualidade de vida”, afirma Camarano. “Fora os elementos centrais de edificação e manutenção predial, o modelo busca mesclar todos os aspectos que ajudam os moradores a se adaptar ao novo cotidiano”, completa.
Tipos de LaaS
Ainda que seja um modelo específico, o LaaS vem sendo incorporado a diferentes segmentos do mercado imobiliário, levando em consideração, principalmente, o público-alvo. É o caso dos colivings. Essas alternativas são modalidades de moradia compartilhada, em que tanto os espaços essenciais do imóvel (cozinha, sala de estar etc.) quanto áreas comuns (salas de jogos, academias etc.) são divididas pelos moradores.
O próprio student housing também é um exemplo. Já consolidado na Europa e nos Estados Unidos, e tendência no Brasil, a proposta desse tipo de empreendimento é atender a todas as demandas habitacionais dos jovens. Ou seja, é um formato que garante que os alunos possam se integrar por completo dentro do universo estudantil; por exemplo, uma das vantagens é construir prédios estrategicamente localizados ao transporte público, lojas, restaurantes e, é claro, o campus universitário.
O CEO da Uliving ainda ressalta a importância do senso de pertencimento nesses estabelecimentos, que tornam o LaaS o modelo de moradia ideal para quem procura por um estilo de vida colaborativo e integrado. “Os jovens são conhecidos por buscar um propósito em tudo o que fazem, o que só é possível com uma cultura de troca e aprendizado coletivo. Por isso, a ideia de compor uma comunidade vibrante é totalmente ligada às novas tendências do mercado imobiliário”, conclui.