Bairros planejados ganham força nas cidades médias ao oferecer infraestrutura completa, reduzir custos públicos e garantir desenvolvimento urbano sustentável
De acordo com o estudo Connected Smart Cities, da Urban Systems, 55% das cidades brasileiras com melhor desempenho em urbanismo estão localizadas fora das capitais. Paralelamente, um relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o Brasil investiu, em média, apenas 2,18% do PIB em infraestrutura nos últimos 20 anos, valor abaixo do patamar recomendado por especialistas, que varia entre 3% e 5%, para garantir um desenvolvimento sustentável.
Nesse cenário de limitada capacidade de investimento público, os bairros planejados surgem como uma solução estratégica. Entregues já com redes de água, esgoto, pavimentação, iluminação e áreas institucionais prontas, esses empreendimentos reduzem a necessidade de aportes futuros por parte do poder público, acelerando o acesso da população a serviços essenciais.
Esses bairros podem incorporar centenas de milhares de metros quadrados em infraestrutura urbana compartilhada. É o caso dos projetos da Ábaco Urbanizadora, que já somam mais de 976 mil metros quadrados em áreas de preservação permanente, 1 milhão de metros quadrados em áreas verdes e quase 700 mil metros quadrados em áreas institucionais entregues aos municípios onde atua. Esse modelo tem se expandido especialmente em cidades médias, onde a urbanização precisa ser economicamente viável e bem distribuída.
Sobre os benefícios dessa abordagem, Roberto Pedrini, diretor geral da Ábaco Urbanizadora, destaca: “É uma lógica que antecipa soluções. Ao entregar bairros com toda a infraestrutura instalada, o poder público economiza com obras que seriam caras e demoradas. Isso representa uma economia significativa para os municípios e, ao mesmo tempo, garante qualidade de vida para a população desde o primeiro dia”, afirma.