Estabilidade da Selic e INCC na faixa dos 7% criam ambiente estratégico para aquisição de imóveis na planta, unindo correção razoável das parcelas e expectativa de valorização com a redução dos juros
O atual cenário de estabilidade da taxa Selic, após um ciclo de fortes altas, pode representar um momento estratégico para quem pretende investir em imóveis na planta. A avaliação é de Rodrigo Zaborowsky, COO da Zabo Engenharia, que vê na virada do ciclo de juros um contexto favorável para compradores que buscam planejar investimentos de longo prazo.
Desde 2021, o Banco Central vem elevando a taxa básica de juros para conter a inflação, medida que reduziu o ritmo de investimentos na economia real, especialmente no setor imobiliário. Agora, com a Selic em torno de 15% ao ano e sinais de que o patamar atual marca o topo do ciclo, o executivo considera que “o momento que parece de cautela pode, na verdade, representar a melhor oportunidade para quem pensa em comprar um imóvel na planta”.
Segundo Zaborowsky, a combinação de estabilidade na Selic e de um Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) próximo de 7% cria condições vantajosas para quem deseja garantir preço e planejamento de pagamento. “Ao adquirir uma unidade na planta, o investidor se encontra em um cenário em que suas parcelas são corrigidas pelo INCC e seu patrimônio investido rende CDI”, explica. Essa diferença de índices pode tornar o investimento mais atrativo, especialmente em um momento em que o custo do crédito tende a recuar.
O executivo observa que, ao comprar na planta, é possível travar o preço antes da valorização que costuma acompanhar a queda dos juros. Além disso, o financiamento bancário pode ser adiado para uma fase mais favorável do ciclo econômico. “É uma estratégia que permite aproveitar a fase de estabilidade para planejar o investimento e colher os frutos em um ciclo futuro de expansão”, afirma.
O comportamento do investidor tem se refletido em empreendimentos recentes. No Symmetry, lançamento da Zabo Engenharia localizado na Rua Augusta, em São Paulo, cerca de 90% das unidades foram adquiridas por investidores, muitos deles de fora da capital. “Grande parte dos compradores enxerga o imóvel como ativo de renda ou reserva de valor, com potencial de valorização relevante nos próximos anos”, relata Zaborowsky.
Ele acrescenta que os novos projetos imobiliários refletem transformações observadas no período pós-pandemia, com foco em bem-estar e qualidade de vida. “As pessoas passaram a valorizar mais o tempo em casa”, diz. “Por isso, os empreendimentos têm sido desenvolvidos com infraestrutura completa, áreas de convivência, academias, coworking e lazer, aproximando o padrão brasileiro ao de grandes centros como Nova York e Miami.”
Para o executivo, o fim do ciclo de alta e a perspectiva de redução dos juros formam um cenário propício para quem busca unir oportunidade, valorização e visão de longo prazo.