Modelo nórdico aponta a próxima fronteira do mercado imobiliário no Brasil
O Brasil está entrando rapidamente em uma nova fase demográfica que começa a redesenhar oportunidades de negócios em diversos setores. Hoje, mais de 30 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, e as projeções indicam que esse grupo deve crescer de forma acelerada nas próximas décadas, impulsionado pelo aumento da expectativa de vida e pela queda consistente da taxa de natalidade.
Esse movimento já transforma o envelhecimento em um fator econômico relevante, com impacto direto sobre consumo, moradia, serviços e planejamento urbano. Ainda assim, o país segue tratando a longevidade majoritariamente como um custo social e não como um mercado estruturado em expansão, capaz de gerar novos produtos, modelos imobiliários e serviços especializados.
O erro do mercado imobiliário no Brasil: envelhecer não é sinônimo de dependência
No setor imobiliário, esse desalinhamento fica evidente. O chamado Senior Living, quando existe no Brasil, costuma ser confundido com modelos assistenciais ou medicalizados, voltados apenas para pessoas que já perderam autonomia e precisam de cuidados constantes.
Na prática, o mercado ignora uma parcela crescente da população madura que permanece ativa, independente e financeiramente capaz de consumir soluções de alto valor agregado. Trata-se de um público que busca moradias seguras, bem localizadas, com arquitetura adaptada, estímulo à convivência e serviços sob demanda, e não instituições de cuidado.
Essa lacuna representa não apenas um atraso conceitual, mas uma oportunidade de mercado ainda pouco explorada, especialmente em um país que envelhece mais rápido do que consegue se reorganizar.
Modelo nórdico: quando longevidade vira estratégia econômica no mercado imobiliário do Brasil
Enquanto o Brasil ainda engatinha nessa discussão, países nórdicos lidam com o envelhecimento populacional há décadas, e transformaram o desafio em estratégia.
Na Suécia, por exemplo, 20,6% da população já tem 65 anos ou mais, a expectativa de vida chega a 83,6 anos, e a taxa de fertilidade está em 1,4 filho por mulher, abaixo do nível de reposição. Esse cenário levou o país a estruturar um ecossistema completo de moradias para a longevidade.
O Senior Living sueco está presente em 214 dos 290 municípios do país (74%), segundo dados oficiais da agência nacional de habitação. Ainda assim, 47% dos municípios consideram que a oferta é insuficiente, o que mantém o setor em constante expansão. Já os modelos de moradia com assistência leve estão presentes em cerca de 60% dos municípios, enquanto as instituições de cuidado integral atendem apenas os casos de alta dependência.
O resultado é um mercado organizado por fases da vida, que separa claramente envelhecimento ativo de cuidado médico, reduz pressão sobre sistemas públicos e cria oportunidades sustentáveis para o setor privado.
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Söderhem inaugura nova categoria de moradia no mercado imobiliário do Brasil
É nesse contexto que a Söderhem Senior Living se posiciona como first mover do verdadeiro Senior Living no Brasil. Inspirada diretamente no modelo nórdico, a empresa chega ao país com a proposta de inaugurar uma nova categoria de moradia: pensada para pessoas que estão envelhecendo bem e não como solução paliativa para a perda de autonomia.
A Söderhem já possui parcerias firmadas para projetos em Santa Catarina, estado escolhido como mercado piloto, e avalia propostas em diferentes regiões do país. A estratégia é antecipar uma demanda que tende a crescer de forma exponencial nos próximos anos e estruturar um produto imobiliário alinhado às transformações demográficas brasileiras.
Visão de longo prazo e liderança
A Söderhem foi criada por Daline Hällbom, profissional com mais de 17 anos de atuação no mercado imobiliário, a partir da compreensão de que o Brasil precisava avançar não apenas na adoção de novos produtos, mas na incorporação de uma visão mais estruturada sobre longevidade e moradia.
“O Brasil está envelhecendo em ritmo acelerado, enquanto o mercado ainda responde de forma lenta e fragmentada. Nosso propósito é demonstrar que viver mais não precisa significar perder qualidade de vida e que a longevidade abre espaço para inovação, desenvolvimento imobiliário e novos modelos de negócio”, afirma a executiva.
Ao trazer para o país um modelo já consolidado internacionalmente, a Söderhem se posiciona como agente de um movimento estrutural, que conecta envelhecimento populacional, planejamento urbano, eficiência econômica e qualidade de vida.
Mais do que uma tendência, o Senior Living desponta como uma nova fronteira econômica e o Brasil começa, finalmente, a ser chamado para essa conversa.