Nordeste tem alta na construção e alerta para desperdício nas obras

Redação ImobiPress

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Publicado em 14/05/2026 às 10:40 / Leia em 3 minutos

Alta do metro quadrado acima de R$ 1.900 e avanço de até 1,85% na região acendem alerta para erros e desperdício nas obras

O custo da construção civil voltou a subir no Brasil e já ultrapassa os R$ 1.900 por metro quadrado, pressionando ainda mais o orçamento de obras residenciais e comerciais. No Nordeste, a alta foi ainda mais intensa, chegando a 1,85% em janeiro, a maior variação entre as regiões do país, reforçando a necessidade de controle financeiro, especialmente na etapa final das obras, onde estão concentrados alguns dos principais desperdícios. 

De acordo com o Índice Nacional da Construção Cívil, divulgado pelo IBGE este ano, o custo nacional da construção passou de R$ 1.891,63 em dezembro de 2025 para R$ 1.920,74 em janeiro de 2026. Desse total, a maior parte continua sendo destinada aos materiais, que somam R$ 1.081,31 por metro quadrado, enquanto a mão de obra representa R$ 839,43.

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O avanço dos custos, somado à variação mais acentuada no Nordeste, acende um alerta para o impacto financeiro de falhas e desperdícios ao longo da obra, um problema recorrente no setor. Embora muitas vezes negligenciada, a fase de acabamentos é apontada por especialistas como uma das que mais influenciam nesse período.

Além do custo direto dos materiais, retrabalhos, ajustes e correções podem elevar significativamente o valor final da obra, um impacto que nem sempre aparece no planejamento inicial, mas que pesa no resultado final. 

Nesse cenário, cresce a busca por soluções que reduzam a margem de erro na execução e tragam mais previsibilidade ao projeto. Sistemas construtivos e acabamentos pensados ainda na fase de planejamento vêm sendo apontados como aliados para evitar improvisos e desperdícios.

Entre as alternativas, ganham espaço soluções que integram estética e funcionalidade, reduzindo etapas de execução e minimizando intervenções posteriores, especialmente em pontos críticos como encontros de paredes, alinhamentos e acabamentos finais.

Com o metro quadrado em patamares elevados e variações regionais pressionando ainda mais os custos, o desafio do setor deixa de ser apenas construir, e passa a ser construir com eficiência. Decisões tomadas nos detalhes podem representar a diferença entre uma obra dentro do orçamento e um prejuízo difícil de recuperar.

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