Zona Sul puxa valorização com alta de 20% no VGV, enquanto regiões como Oeste e Centro avançam em volume de transações e bairros consolidados seguem liderando
De acordo com um levantamento da proptechs Pilar, com base nas informações do ITBI, o primeiro trimestre de 2026 marcou mais um período em que o alto padrão comprova sua resiliência frente aos demais segmentos do mercado imobiliário. Enquanto os imóveis de até R$ 2 milhões registraram retração tanto em volume quanto em valor, com quedas entre 5% e 7% no número de vendas e no Valor Geral de Vendas (VGV), o segmento acima de R$ 2 milhões iniciou 2026 em expansão, com crescimento de dois dígitos e valorização dos ativos.
No primeiro trimestre, o mercado de imóveis residenciais acima de R$2 milhões em São Paulo movimentou R$5,37 bilhões em VGV, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2025. O número de transações também avançou, ainda que em ritmo mais moderado, com 1.138 vendas (+3,4%). Já o ticket médio atingiu R$4,72 milhões, crescimento de 8,3%, indicando que o avanço foi puxado principalmente pela valorização dos ativos.
A Zona Sul concentrou o maior volume financeiro do período e foi o principal destaque do trimestre. A região movimentou R$2,41 bilhões em VGV, avanço de 20% em relação ao 1T25. Mesmo com estabilidade no número de transações, com 484 vendas em ambos os períodos, o ticket médio subiu de R$4,15 milhões para R$4,99 milhões, reforçando a lógica de escassez e localização como principais vetores de preço no segmento.
LEIA TAMBÉM: Mercado imobiliário movimenta R$ 8,3 bilhões no Brasil no 1º trimestre
Na Zona Oeste, o mercado também apresentou expansão, com R$1,14 bilhão em VGV, alta de 7,4%. O número de vendas cresceu 9%, passando de 278 para 303 transações, enquanto o ticket médio teve leve recuo de 1,4%, para R$3,78 milhões, sugerindo maior volume de negócios em faixas intermediárias. Já a região Central registrou R$1,51 bilhão em VGV (+8,2%) e 251 vendas (+4,1%), mantendo o maior ticket médio entre as regiões, de R$6,05 milhões, reforçando seu posicionamento como polo de ativos de maior valor agregado.
Zona Leste e Norte apresentaram comportamentos distintos no período. A Leste avançou em volume, com alta de 17,7% nas transações (73 vendas) e crescimento de 4,7% no VGV, que somou R$227,7 milhões, apesar da queda no ticket médio. Já a Zona Norte registrou retração, com VGV de R$67,5 milhões (-31,3%) e 27 vendas (-22,8%), além de recuo no valor médio dos imóveis.
Entre os bairros de destaque, a Vila Nova Conceição manteve a liderança em volume financeiro, com aproximadamente R$510 milhões em VGV no trimestre, distribuídos em 79 transações e ticket médio de R$6,4 milhões, consolidando sua posição como principal polo do alto padrão paulistano. Em seguida, Jardim América seguiu entre os bairros com maior volume de vendas, somando 72 transações e VGV de R$313,5 milhões, refletindo a forte demanda impulsionada pela transformação urbana e verticalização da região.
No Centro, Santa Cecília se destacou entre os maiores crescimentos em número de vendas acima de R$2 milhões, com alta de 73,3% e 26 transações no período, totalizando R$83 milhões em VGV, em linha com o movimento recente de revitalização da região.