Copa nos EUA impulsiona busca por ativos imobiliários no país

Redação ImobiPress

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Publicado em 18/06/2026 às 13:07 / Leia em 4 minutos

Enquanto o país recebe milhões de visitantes durante o Mundial, investidores brasileiros reforçam busca por estratégias de proteção patrimonial em dólar por meio do mercado imobiliário da Flórida

A Copa do Mundo de 2026 transformou os Estados Unidos no principal palco global neste mês. Além de atrair milhões de turistas, movimentar setores como hotelaria, varejo e entretenimento e ampliar a exposição internacional de diversas regiões do país, o torneio também reforça um movimento que já vinha ganhando força entre investidores estrangeiros: a busca por ativos imobiliários em dólar como estratégia de proteção patrimonial e diversificação internacional.

O interesse acompanha uma tendência global. Segundo o The Wealth Report 2025, da Knight Frank, 44% dos indivíduos ultra ricos pretendem ampliar sua exposição ao mercado imobiliário residencial de luxo como estratégia de diversificação patrimonial. Nos Estados Unidos, os números confirmam o movimento. Dados da National Association of Realtors mostram que compradores internacionais movimentaram US$56 bilhões em imóveis residenciais entre abril de 2024 e março de 2025, o maior volume registrado desde 2017.

Para Leandro Sobrinho, cofundador da Davila Finance, a visibilidade proporcionada pela Copa ajuda a reforçar atributos que já tornam os Estados Unidos um dos mercados mais observados por investidores globais.

“A Copa aumenta a exposição internacional do país e reforça a percepção de solidez econômica que os Estados Unidos já possuem. O investidor não está olhando apenas para o evento esportivo, mas para fatores estruturais como segurança jurídica, proteção patrimonial, liquidez e estabilidade institucional”, afirma.

Segundo o executivo, o mercado imobiliário americano continua ocupando posição estratégica para famílias que desejam proteger patrimônio em moeda forte.

“O imóvel deixou de ser apenas um ativo de uso. Hoje ele faz parte de uma estratégia patrimonial mais ampla, especialmente para investidores que buscam diversificação internacional e preservação de riqueza ao longo do tempo”, explica.

Escassez passa a valer mais do que metragem

A mudança de comportamento também alterou a forma como o mercado precifica os imóveis de luxo. Se durante décadas localização e metragem eram os principais fatores de valorização, a escassez passou a exercer papel crescente nas decisões de investimento.

Relatórios internacionais apontam que ativos considerados raros ou de oferta extremamente limitada costumam apresentar maior resiliência em períodos de volatilidade econômica, justamente pela dificuldade de reposição.

Para Thiago Davila, fundador da Davila Homes, o conceito de exclusividade passou a representar um diferencial econômico.

“Existe uma diferença importante entre luxo e raridade. O luxo pode ser reproduzido. A raridade não. Quando um empreendimento possui poucas unidades e cada residência é concebida de forma individual, cria-se uma barreira natural de oferta que contribui para a preservação de valor ao longo do tempo”, afirma.

Flórida segue entre os destinos preferidos dos investidores

A atratividade da Flórida permanece sustentada por fatores estruturais. Segundo a Florida Realtors, compradores internacionais responderam por aproximadamente 21% das aquisições realizadas por estrangeiros no estado entre 2024 e 2025.

Além disso, o estado continua registrando forte crescimento populacional, fator que contribui para manter aquecida a demanda por imóveis residenciais e reforça o potencial de valorização de longo prazo.

“Os investidores mais sofisticados estão olhando para proteção patrimonial, sucessão familiar e preservação de riqueza. Nesse contexto, os Estados Unidos continuam ocupando uma posição estratégica dentro das carteiras internacionais dos brasileiros”, conclui Sobrinho

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