Como móveis e tecidos ajudam a tornar a casa mais confortável

Redação ImobiPress

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Publicado em 20/07/2026 às 10:17 / Leia em 3 minutos

Especialista orienta escolhas de móveis e tecidos que favorecem a circulação de ar sem exigir reformas, reforçando também os cuidados em meio às ondas de calor e ao El Niño

A Europa registra recordes históricos de calor e mortes decorrentes das altas temperaturas e, no Brasil, o El Niño já está vigente desde junho. Os modelos apontam mais de 90% de chance de permanência até o início de 2027 e preveem que o episódio possa atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão. O Instituto Nacional de Meteorologia também indica temperaturas acima da média no segundo semestre, com potencial para fortes ondas de calor.

Diante dessas informações, o conforto dentro de casa está entre os temas mais procurados que envolvem climatização, arquitetura de interiores, mobiliário e escolha de tecidos. Na prática, decoração para o calor significa liberar portas e janelas, evitar móveis volumosos no caminho da ventilação e diminuir o uso de tecidos pesados. Sofás afastados das aberturas, poltronas vazadas, mesas laterais leves e tapetes de trama plana favorecem a passagem do ar e são escolhas que não resfriam o cômodo, nem substituem ventiladores ou ar-condicionado, mas contribuem para deixar o espaço menos abafado.

“Quando o calor aumenta, a primeira mudança pode ser apenas reorganizar a sala. Vale observar por onde o ar entra, retirar barreiras diante da janela e guardar mantas ou tapetes volumosos. Antes de comprar algo novo, é importante entender como a casa funciona ao longo do dia”, afirma Daniela Costa, CEO da Homedock.

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Nos estofados, a lógica se aproxima da escolha de uma roupa para o verão, já que o material permanece em contato com o corpo durante horas. Por isso, capas de algodão ou linho, tramas de fibras naturais e tecidos de toque seco tendem a oferecer mais conforto tátil. Já mantas grossas, peças de veludo e almofadas felpudas podem ser guardadas durante a estação. 

O desenho do mobiliário também interfere na rotina. Encostos de palhinha, estruturas ripadas e pés elevados deixam áreas livres ao redor da peça; pufes e mesas auxiliares fáceis de deslocar permitem alterar o arranjo conforme o sol muda de posição. Em apartamentos compactos, a medição deve considerar a parede disponível, a abertura de portas, o acesso à varanda e o espaço necessário para caminhar.

As cortinas ficam recolhidas nos horários amenos e ajudam a controlar o sol direto quando fechadas. Tapetes menores, colchas leves e menos almofadas reduzem camadas desnecessárias e cores claras podem aliviar o peso visual, mas não diminuem a temperatura do cômodo, então a prioridade permanece na ventilação, no sombreamento e na escolha de materiais adequados ao uso diário.

“É importante observar a composição, o tipo de trama, se a capa é removível, o modo de limpeza, as medidas e características do encosto. A recomendação é imaginar como o móvel funciona às três da tarde, com a janela aberta e a sala aquecida. Eu diria que preparar a casa para o calor, começa com decisões compatíveis com a rotina de cada um, não com a substituição completa do mobiliário”, finaliza a executiva da Homedock.

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