Bairros de SP e Rio concentram os condomínios mais caros

Redação ImobiPress

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Publicado em 28/08/2026 às 11:12 / Leia em 4 minutos

São Paulo e Rio de Janeiro aparecem entre as cidades com bairros que registram as maiores taxas médias de condomínio

Morar em alguns dos bairros mais valorizados de São Paulo e do Rio de Janeiro significa arcar com custos que vão além do preço do imóvel. As taxas de condomínio também podem alcançar valores elevados, especialmente em regiões que concentram imóveis de alto padrão e empreendimentos com estruturas mais completas.

O valor do condomínio pode representar uma despesa significativa para quem mora nos bairros mais valorizados do mercado imobiliário. Um levantamento da Loft, realizado com base em 547 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais, identificou os bairros brasileiros com as maiores taxas médias de condomínio entre janeiro e abril de 2026.

No ranking nacional, o Jardim Europa, em São Paulo, ocupa a primeira posição, com taxa média de condomínio de R$ 3.085. O bairro também apresenta tíquete médio de R$ 7,45 milhões para os imóveis anunciados no período.

Na sequência aparecem Belvedere, em Belo Horizonte, com R$ 2.749, e Higienópolis, em São Paulo, com R$ 2.740. O quarto lugar é ocupado pelo Jardim América, também na capital paulista, com média de R$ 2.500.

São Paulo concentra os maiores valores

A capital paulista aparece com forte presença no ranking, concentrando diversos bairros entre os primeiros colocados do ranking nacional, incluindo Jardim Europa, Higienópolis, Jardim América, Vila Nova Conceição, Morumbi e Itaim Bibi.

Além de Jardim Europa, Higienópolis e Jardim América, aparecem entre os primeiros colocados Vila Nova Conceição, Morumbi, Itaim Bibi, Jardim Paulista, Jardim Paulistano, Paraíso, Alto de Pinheiros, Sumaré e Santa Cecília.

A Vila Nova Conceição ocupa a sexta posição nacional, com condomínio médio de R$ 2.232. Morumbi e Itaim Bibi aparecem com R$ 2.200, enquanto Jardim Paulista e Jardim Paulistano registram R$ 2.100.

O levantamento também apresenta o tíquete médio dos imóveis anunciados nesses bairros. Na Vila Nova Conceição, por exemplo, o valor médio chega a R$ 4,54 milhões; no Jardim Paulistano, a R$ 4,70 milhões; e no Morumbi, a R$ 3,89 milhões.

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Rio de Janeiro também aparece entre os primeiros

No Rio de Janeiro, Lagoa e Ipanema estão entre os bairros com as maiores taxas médias de condomínio do país. Lagoa ocupa a quinta posição nacional, com R$ 2.300, enquanto Ipanema aparece na oitava, com R$ 2.200.

O ranking também inclui São Conrado, com R$ 2.093, Barra da Tijuca, com R$ 2.021, e Leblon, com R$ 2.005.

O Leblon aparece na 14ª posição nacional. O tíquete médio dos imóveis anunciados no bairro foi de aproximadamente R$ 3,15 milhões, enquanto no Jardim Europa chegou a R$ 7,45 milhões.

Taxas variam entre os bairros cariocas

Outro levantamento da Loft, realizado com 34 mil anúncios residenciais no Rio de Janeiro, analisou a evolução das taxas de condomínio entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Foram considerados bairros com pelo menos 100 anúncios ativos em 2026.

Em janeiro de 2026, Ipanema apresentou a maior taxa média entre os bairros cariocas analisados, de R$ 2.200, seguida por Lagoa, com R$ 2.100, e Barra da Tijuca, com R$ 2.030. O Leblon registrou média de R$ 1.978.

O mesmo levantamento apontou que a taxa média de condomínio no Rio de Janeiro chegou a R$ 948 em janeiro de 2026, enquanto São Paulo registrou R$ 928. Na comparação com janeiro de 2025, a taxa média da capital fluminense teve alta de 13%, segundo a Loft.

Infraestrutura também aparece entre os fatores

Segundo a Loft, as regiões que aparecem nas primeiras posições do ranking costumam apresentar infraestrutura mais completa, característica que contribui para os valores mais elevados das taxas de condomínio.

Os dados mostram que os bairros com os condomínios mais caros estão concentrados principalmente em regiões de alto padrão de São Paulo e do Rio de Janeiro. O levantamento também evidencia diferenças entre os valores das taxas dentro das próprias cidades.

Para quem avalia um imóvel, a taxa de condomínio representa uma despesa recorrente que deve ser considerada além do preço de compra ou aluguel. Os valores apresentados no levantamento mostram como essa despesa pode variar de acordo com o bairro e o mercado imobiliário local.

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