O dia em que um churrasco me ensinou uma lição sobre o mercado imobiliário

O dia em que um churrasco me ensinou uma lição sobre o mercado imobiliário

Rodrigo Coutinho, jornalista especializado na cobertura do mercado imobiliário

Redação ImobiPress

redacao@imobipress.com.br
Publicado em 31/05/2026 às 14:34 / Leia em 4 minutos

“Não sou de recusar churrasco, mas estarei de plantão.” Foi o que ouvi de um colega jornalista, lamentando não poder comparecer a um convite que eu havia feito para um churrasco naquele dia.

Confesso que nunca havia entendido muito bem por que as pessoas gostam tanto de churrasco e a influência que ele exerce nas relações interpessoais, pois até quem não come carne dificilmente dispensa um evento como esse. O fato é que eu não havia dado a devida importância ao principal objetivo de um churrasco: não se trata da comida, mas da conexão e da descontração que ele proporciona entre as pessoas.

No último final de semana, estive presente na 3ª Churrascada by Arqos, evento realizado pela Arqos Urbanismo, em Alphaville (SP), que ofereceu aos futuros moradores do bairro Distritq uma tarde especial de convivência. Mais do que apresentar empreendimentos, o encontro proporcionou uma sensação de acolhimento e pertencimento a uma comunidade.

Logo na entrada, não havia estandes de vendas. No lugar deles, uma grande churrasqueira e uma equipe disposta a receber os convidados. O foco estava na recepção. Não havia materiais promocionais nem distribuição excessiva de informações comerciais. Cada convidado recebia um kit de fichas para experimentar algumas das opções gastronômicas disponíveis. O amplo espaço, com mesas e cadeiras, foi organizado de forma acolhedora, incentivando a troca de experiências e a interação entre as famílias. Confesso que uma chavinha virou na minha cabeça.

Seria muito positivo se mais empresas do mercado imobiliário passassem a promover experiências de convivência, em vez de simplesmente vender imóveis. Esse é um diferencial que o setor precisa observar com mais atenção. Os consumidores buscam qualidade de vida e pertencimento. O evento me fez perceber que talvez o mercado imobiliário precise investir mais em experiências capazes de fortalecer esses sentimentos.

Divulgação/ Imobi Press – Churrascada By Arqos

Cada detalhe do evento parecia transmitir uma mensagem clara: “Nós queremos que você se sinta em casa”. Tenho certeza de que até mesmo quem não pretendia se tornar um futuro morador do Distritq cogitou essa possibilidade por alguns instantes. A liberdade para caminhar pelos espaços, visitar os ambientes decorados e visualizar as maquetes tornou toda a experiência natural e orgânica.

Olhar para aquelas famílias conversando, se conhecendo e vivenciando o verdadeiro sentido de estar em comunidade me deixou satisfeito, principalmente por perceber que essa é uma tendência que merece ser mais explorada. Vender imóveis por vender já não parece suficiente.

Talvez essa reflexão seja ainda mais relevante quando falamos de bairros planejados. Diferentemente de um imóvel isolado, um bairro carrega a promessa de uma vida em comunidade. E comunidades não surgem da noite para o dia. Elas precisam ser estimuladas, cultivadas e fortalecidas desde os primeiros contatos entre os futuros moradores.

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Vale lembrar que as obras de alguns dos empreendimentos da Arqos ainda não foram concluídas e, mesmo assim, os futuros moradores estavam reunidos com seus futuros vizinhos, celebrando aquilo que há de mais importante em um bairro: a vida em comunidade e a expectativa pela construção de um futuro lar.

E que momento oportuno para descobrir isso. Naquela churrascada, finalmente entendi o motivo de meu colega jornalista dizer que não costuma recusar um churrasco. Sem dúvida, é um tipo de evento que aproxima as pessoas, tanto quanto o futebol. E, por falar em futebol, havia até um espaço dedicado à troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo, algo pensado para toda a família.

Divulgação/ Imobi Press – Churrascada By Arqos

O fato é que eventos como esse geram aproximação, acolhimento e senso de pertencimento, e isso tem se tornado um indicador cada vez mais importante para quem investe ou compra imóveis. No fim das contas, não é sobre o churrasco em si, mas sobre o impacto que ele pode causar na vida das pessoas.

Talvez o mercado imobiliário tenha passado anos vendendo produtos quando deveria estar construindo comunidades. Porque, no fim das contas, ninguém compra apenas um terreno, uma casa ou um apartamento. As pessoas compram a possibilidade de pertencer a um lugar. E essa venda começa muito antes da assinatura do contrato.

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