De acordo especialista no setor imobiliário, ter uma administração mais técnica e estratégica no condomínio contribui para ter mais liquidez, redução de riscos e fortalecimento da sustentabilidade financeira
A profissionalização da gestão condominial tem se consolidado como um dos principais vetores de transformação do mercado imobiliário brasileiro, com impacto direto na valorização dos imóveis, na liquidez das negociações e na experiência de moradia. Mais do que um diferencial, a administração qualificada passou a ser um critério relevante para compradores, investidores e locatários.
O Brasil conta atualmente com cerca de 520 mil condomínios e mais de 80 milhões de moradores vivendo nesse modelo habitacional, segundo levantamento do Instituto Datafolha divulgado em 2025. Além de sua relevância social, o setor movimenta uma extensa cadeia econômica. Paralelamente, o perfil dos gestores também evoluiu. Outra pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 46% dos síndicos brasileiros já exercem a função de forma profissional, vivendo exclusivamente da atividade. O estudo também revela que 72% buscaram cursos específicos de qualificação, refletindo a crescente complexidade da gestão condominial e a necessidade de conhecimentos em finanças, legislação, mediação de conflitos, manutenção predial e tecnologia.
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“A gestão eficiente, baseada em manutenção preventiva, organização financeira e segurança, deixou de ter caráter exclusivamente operacional e passou a influenciar diretamente o valor patrimonial dos empreendimentos. Hoje, fatores como transparência, previsibilidade orçamentária e controle da inadimplência ganham peso na decisão de compra”, informa Luciano Macedo, CEO do Cerus.
Segundo ele, condomínios com finanças organizadas, baixa inadimplência e processos bem definidos transmitem maior segurança jurídica e financeira, reduzindo riscos de despesas inesperadas e conflitos internos. Além disso, ambientes bem conservados e organizados contribuem para a qualidade de vida dos moradores, influenciando tanto a decisão de aquisição quanto a permanência no imóvel.
“Outro reflexo relevante está na liquidez. Os empreendimentos com gestão estruturada tendem a ter negociações mais ágeis, enquanto a má administração pode comprometer a atratividade, mesmo quando o imóvel apresenta boas características individuais”, explica o CEO do Cerus.
A profissionalização tem sido também motivada pela digitalização da gestão, pois 74% dos síndicos já utilizam plataformas tecnológicas para prestação de contas, emissão de boletos, gestão financeira e comunicação com moradores, conforme outra pesquisa do Perfil do Síndico Brasileiro. “A adoção dessas ferramentas é outro fator que ajuda a aumentar a transparência, reduzir erros operacionais e melhorar a governança dos empreendimentos.