Mercado imobiliário paulista mantém estabilidade

Redação ImobiPress

redacao@imobipress.com.br
Publicado em 08/07/2026 às 11:21 / Leia em 6 minutos

Mesmo com estabilidade, os compradores e inquilinos adotam postura mais seletiva em relação aos imóveis em São Paulo

O mercado imobiliário do Estado de São Paulo apresentou, em maio de 2026, um cenário de acomodação nas vendas e fortalecimento das locações, refletindo um ambiente econômico em que consumidores permanecem cautelosos, mesmo diante da manutenção da demanda por imóveis. A Pesquisa Estadual do CRECISP revela que o volume de vendas recuou 1,83% em relação a abril, enquanto o mercado de locações avançou 16,76% no mês, consolidando crescimento acumulado de 14,72% em 2026.

Os indicadores evidenciam que fatores como a manutenção dos juros em patamares elevados, maior rigor na concessão de crédito, preocupação das famílias com o orçamento doméstico e a busca por segurança financeira continuam influenciando diretamente o comportamento dos consumidores. Nesse contexto, compradores priorizam imóveis com melhor relação entre preço e qualidade, enquanto muitos optam inicialmente pela locação antes da aquisição definitiva.

Mercado privilegia imóveis de padrão médio

A pesquisa demonstra que a maior concentração das vendas ocorreu na faixa entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, responsável por aproximadamente um terço das negociações estaduais. Também apresentaram participação relevante os imóveis entre R$ 151 mil e R$ 200 mil, enquanto o segmento acima de R$ 500 mil permaneceu ativo, porém representando parcela menor das operações.

Esse comportamento confirma que o mercado paulista continua sustentado principalmente pela demanda da classe média, formada por famílias em busca da primeira moradia, substituição do imóvel atual ou aquisição de unidades compactas para investimento.

Financiamento permanece como principal motor das vendas

A pesquisa confirma que o crédito imobiliário continua sendo decisivo para movimentar o setor.

A Caixa Econômica Federal respondeu por 50,1% de todos os financiamentos realizados, seguida pelos financiamentos concedidos por outras instituições financeiras (16,8%). As compras à vista representaram 19,4% das negociações, enquanto as vendas diretamente com os proprietários alcançaram 11,9% e os consórcios responderam por 1,9%.

Os números reforçam a importância das políticas de crédito habitacional para a manutenção da atividade imobiliária paulista.

Demais regiões concentram a maior procura

O levantamento mostra uma mudança importante no comportamento dos compradores.

As chamadas “demais regiões” concentraram 53,5% das vendas, superando significativamente as regiões centrais (24,3%) e os bairros nobres (22,3%).

Esse movimento demonstra que os consumidores estão ampliando o raio de busca em direção a bairros mais afastados dos grandes centros, onde encontram imóveis maiores, melhor infraestrutura urbana em expansão e preços mais compatíveis com sua capacidade financeira.

Apartamentos compactos e casas de dois dormitórios lideram a preferência

Nas vendas, os apartamentos representaram 53% dos negócios e as casas responderam por 47%.

Entre as casas comercializadas, predominaram os imóveis com dois dormitórios (52,3%), seguidos pelos de três dormitórios (36,4%), com áreas úteis principalmente entre 51 e 200 metros quadrados.

Nos apartamentos, o destaque absoluto ficou para unidades de dois dormitórios (76,8%). Em relação ao tamanho, quase metade das unidades comercializadas possui até 50 metros quadrados, evidenciando a preferência por imóveis mais compactos, econômicos e de maior liquidez.

LEIA TAMBÉM: Domicílios unipessoais chegam a 19,1% no país

Mercado de locação permanece aquecido

O segmento de locação apresentou desempenho superior ao das vendas durante maio.

As casas responderam por 60% dos contratos firmados, enquanto os apartamentos representaram 40%. A maior procura concentrou-se igualmente nas demais regiões do Estado (48,6%), seguidas pelas áreas centrais (31%) e bairros nobres (20,4%).

Os valores dos aluguéis mostram forte concentração nas faixas intermediárias do mercado. As maiores incidências ocorreram entre R$ 1.251 e R$ 1.500, entre R$ 751 e R$ 1.000, entre R$ 2.001 e R$ 2.500 e entre R$ 1.751 e R$ 2.000, demonstrando que o mercado atende predominantemente famílias de renda média, embora exista distribuição relativamente equilibrada entre diversas faixas de aluguel.

Outro dado relevante é que 35,2% dos locatários mudaram para imóveis com aluguel mais barato, evidenciando um movimento de adequação das despesas familiares diante do cenário econômico.

Seguro-fiança consolida liderança entre as garantias locatícias

As garantias locatícias continuam passando por um processo de modernização.

O seguro-fiança foi a modalidade mais utilizada, respondendo por 35,5% dos contratos. Em seguida aparecem o depósito caução (28,3%) e o fiador tradicional (26,9%). O título de capitalização participou com 4,9% das operações.

A predominância do seguro-fiança demonstra maior profissionalização das relações locatícias, oferecendo segurança jurídica tanto para proprietários quanto para inquilinos.

Mercado apresenta estabilidade nos preços negociados

A pesquisa revela equilíbrio entre compradores e vendedores.

Nas vendas, 54% dos imóveis foram negociados exatamente pelo valor anunciado, enquanto 23,8% receberam descontos de até 5%. Nas locações, a estabilidade foi ainda maior: 75,3% dos contratos foram fechados pelo valor inicialmente pedido, demonstrando um mercado relativamente equilibrado entre oferta e demanda.

Assessoria do corretor garante segurança nas negociações

Em um ambiente caracterizado por consumidores mais criteriosos, financiamentos mais rigorosos e maior necessidade de análise documental, a atuação do corretor de imóveis torna-se ainda mais estratégica.

O profissional habilitado possui conhecimento técnico para orientar compradores, vendedores, locadores e locatários durante todas as etapas da negociação, realizando avaliação mercadológica, conferência documental, análise das condições de financiamento, orientação sobre garantias locatícias e elaboração segura dos contratos.

Além de contribuir para a redução de riscos jurídicos e financeiros, o corretor de imóveis proporciona maior transparência às operações, assegurando que todas as partes negociem com respaldo técnico, legal e ético.

Os resultados da Pesquisa Estadual do CRECISP demonstram que o mercado imobiliário paulista permanece sólido e resiliente. Embora o ritmo das vendas apresente leve acomodação, a demanda continua consistente, especialmente nas faixas de preço intermediárias e nas regiões que oferecem melhor relação entre custo e benefício. Ao mesmo tempo, o crescimento das locações confirma que o setor segue como importante alternativa para famílias que priorizam flexibilidade e planejamento financeiro, reforçando o papel essencial da intermediação profissional para garantir negócios seguros e bem-sucedidos.

Compartilhe