Exposição de projetos com espaços de marcas e palestras abordaram temas como inovação, impacto social e espaços públicos
O primeiro dia do Hunter International Forum (HIF) 2026 reuniu projetos, experiências e discussões sobre diferentes aspectos da arquitetura. Realizado na terça-feira (29), no Memorial da América Latina, em São Paulo, o evento ocupou o Auditório Simon Bolívar e áreas expositivas com trabalhos e ativações de marcas. A programação também contou com nomes brasileiros e internacionais da arquitetura, do design e do urbanismo.
Projetos e espaços de marcas integram a área expositiva
A área expositiva reuniu projetos de arquitetura, urbanismo e design apresentados em diferentes estruturas, com painéis que traziam imagens, desenhos e informações sobre os trabalhos.
A Arqos Urbanismo apresentou maquetes de empreendimentos, permitindo observar em escala reduzida a implantação dos projetos, a distribuição dos edifícios, as áreas verdes e a organização dos espaços.
Também havia um espaço com livros sobre arquitetura e temas relacionados, disponibilizados para compra, reunindo diferentes referências ligadas ao setor.
A IACAI, Instituto Arthur Casas de Arquitetura e Inovação, contou com uma experiência com óculos de realidade virtual, proporcionando aos visitantes uma forma mais imersiva de interação com o conteúdo apresentado.
A Roca, do HIF 2026, também estava presente nas mesas da área expositiva, que receberam materiais visuais com imagens e apresentações de projetos de arquitetura e design. As peças permitiam aos visitantes conhecer diferentes propostas e referências apresentadas durante o evento.

Já a Coral Tintas promoveu uma interação com os visitantes por meio de um questionário, seguida pela possibilidade de escolher um dos brindes disponibilizados pela marca.
Maquetes de alto realismo aproximam projetos de arquitetura do público
Palestras movimentam o Auditório Simon Bolívar
A programação do primeiro dia começou com o anúncio dos finalistas do Architecture Hunter Awards 2026. Na sequência, Arthur Casas apresentou uma reflexão sobre sua trajetória e a relação entre pesquisa, prática e inovação na arquitetura.
A arquiteta mexicana Tatiana Bilbao trouxe para o debate uma visão da arquitetura relacionada às pessoas e à forma como os espaços podem ser apropriados e vivenciados no cotidiano.
À tarde, a Guá Arquitetura abordou a relação entre design, arquitetura e impacto social, com destaque para conhecimentos locais e soluções ligadas à realidade amazônica. A proposta também reforçou a importância de considerar os contextos sociais e culturais nos projetos.
A Natureza Urbana discutiu a relação entre arquitetura, natureza e cidades, destacando a criação de espaços públicos capazes de estimular a convivência, pertencimento e novas formas de interação com o ambiente urbano.
Na sequência, Rute Nieto Ferreira, da Gehl People, levou ao palco uma discussão sobre espaço público e vida pública, com foco na relação entre as pessoas e os ambientes urbanos.
Encerrando o primeiro dia, Thomas Heatherwick apresentou “Humanise”, abordagem que questiona espaços urbanos pouco estimulantes e defende uma arquitetura capaz de criar experiências mais interessantes e humanas.
O HIF 2026 continua na quarta-feira (30), com uma nova programação de palestras e debates sobre arquitetura, patrimônio, materialidade, urbanismo e inovação.