HIF 2026 encerra segunda edição com discussões sobre arquitetura, memória e novos caminhos para o setor

Redação ImobiPress

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Publicado em 01/10/2026 às 15:36 / Leia em 3 minutos

Programação do último dia reuniu profissionais de diferentes países e apresentou projetos que relacionam arquitetura, território, materiais e cultura

O segundo e último dia do Hunter International Forum 2026 reuniu, na quarta-feira (30), arquitetos e escritórios de diferentes países para uma programação voltada a projetos, processos criativos e questões que atravessam a arquitetura contemporânea. O encontro aconteceu no Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

HIF 2026 reúne projetos e debates sobre arquitetura no primeiro dia do evento

Diferentes formas de pensar a arquitetura

Entre as apresentações esteve a da arquiteta Pat Bosch, da Perkins&Will Miami, que mostrou projetos desenvolvidos em realidades bastante diferentes, como Rio de Janeiro e Riad. A profissional destacou como características de cada local podem interferir nas escolhas feitas durante o desenvolvimento de um projeto.

O arquiteto Solano Benítez trouxe outra perspectiva ao discutir como a falta de recursos pode abrir espaço para soluções criativas na arquitetura. Entre os exemplos apresentados estava o MIA – Museo de la Memoria de la Industria y la Arquitectura, em Foz do Iguaçu, projeto que utiliza terra e solo da própria região.

Preservação da arquitetura brasileira

A relação entre arquitetura e memória também esteve presente em uma conversa que reuniu representantes de instituições dedicadas à preservação do trabalho de importantes arquitetos brasileiros.

Participaram Isabela Ono, do Instituto Burle Marx; Marco Artigas, do Instituto Bardi; e Bruno Simões, do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. A conversa abordou a preservação de obras e ideias e também passou pela contribuição de Roberto Burle Marx para os jardins públicos e a paisagem brasileira.

Projetos que aproximam arquitetura e paisagem

O FGMF Arquitetos apresentou projetos desenvolvidos em diferentes escalas, mostrando como os edifícios podem estabelecer relações com a natureza e o entorno. Entre os trabalhos apresentados estavam a Casa Guaimbê, Casa Colina, Ibirá Work e Near Parque do Ibirapuera.

A programação também contou com a exibição inédita do documentário 360°, produzido pela Architecture Hunter sobre o arquiteto português Luís Rebelo de Andrade. Depois da sessão, o profissional participou de uma conversa com o público sobre o filme e seu trabalho.

Materiais e novas possibilidades

Kofi Bio, do Adjaye Associates, apresentou projetos do escritório e discutiu a relação entre materiais, arquitetura e as transformações pelas quais o planeta passa. A apresentação também trouxe trabalhos realizados pelo escritório nos Estados Unidos, na Europa e em Gana.

Para fechar a programação, Kai-Uwe Bergmann, do BIG – Bjarke Ingels Group, apresentou projetos e experiências que mostram diferentes maneiras de trabalhar com arquitetura e materiais. Entre os exemplos estavam CopenHill, a LEGO House e projetos desenvolvidos em contextos como uma casa na árvore e um empreendimento no Butão.

Kai-Uwe Bergmann, do escritório BIG. Crédito: Ana Ferriani

Com o encerramento da programação, o HIF 2026 completou dois dias de debates e apresentações com profissionais de diferentes países e áreas de atuação. Ao longo do evento, os encontros passaram por temas como espaço público, impacto social, cultura, materiais, sustentabilidade e processos criativos.

Patrocinadores e Parceiros — HIF 2026

Em sua segunda edição, o HIF é apresentado por Coral e Deca, conta com patrocínio premium de Arqos, Barts&Co, Líder e Portinari, e o apoio Arkos, Blue3 Heaven e Duratex.

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