O avanço histórico do seu IDHM, Santa Catarina entra para o Top 3 nacional e revela que seu mercado imobiliário de luxo já opera com demografia de primeiro mundo
O Brasil alcançou pela primeira vez a faixa de “muito alto desenvolvimento” no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), com nota 0,805, segundo relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Governo Federal. O avanço também expõe a concentração dos melhores indicadores do país: Santa Catarina aparece na terceira posição nacional, com IDHM de 0,833.
É nesse estado que está o metro quadrado mais caro do Brasil. A região de Balneário Camboriú e Itapema, passou a combinar escassez territorial, verticalização, infraestrutura urbana, segurança e renda elevada como fatores de valorização. Para Renato Monteiro, especialista em investimentos imobiliários e CEO do Grupo Sort, a cidade mostra que a precificação dos arranha-céus bilionários já não depende apenas dos terrenos de frente para o mar, mas também de um conjunto de indicadores econômicos e sociais que sustentam a demanda por imóveis de alto padrão.
Um mapeamento do Índice Monteiro Report, do Grupo Sort, cruzou os indicadores do Atlas do Desenvolvimento Humano para comprovar como o status da cidade catarinense se transformou no principal escudo do setor contra a retração da economia nacional.
Monteiro revela que enquanto Santa Catarina já registra uma das maiores longevidades do país (0,888), Balneário Camboriú ostenta um índice de longevidade ainda maior, de 0,894, métrica que reflete uma expectativa de vida superior a 80 anos com alta qualidade de saúde.
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Os números se equiparam tecnicamente com os líderes globais do desenvolvimento humano medidos pelo PNUD, como Noruega (0,950) e Suécia (0,940).
“Essa paridade demográfica com a Europa tende a alterar ainda mais a forma como o mercado de luxo formata seus produtos. O comprador de Balneário Camboriú, majoritariamente enquadrado na categoria alto padrão, exige uma infraestrutura que acompanhe sua expectativa de vida” conta Monteiro.
“O capital humano atua como o motor de precificação imobiliária local. O investidor não compra mais apenas uma localização; ele adquire o ecossistema de saúde, longevidade e segurança”, analisa o CEO.
Segundo o executivo, essa busca por qualidade de tempo força as construtoras a alocarem aportes pesados no chamado wellness real estate.
“Os novos megaprojetos na cidade estão sendo desenhados sob a ótica da neuroarquitetura. O objetivo é prolongar a expectativa de vida do morador por meio da redução do estresse ambiental e do contato com o meio ambiente e as belezas da cidade. O luxo tem migrado cada vez mais para saúde e qualidade de vida”, explica Monteiro.
Liquidez à vista reduz exposição aos juros e atrai marcas globais para o mercado de luxo
Em um cenário nacional de juros elevados e restrição ao crédito habitacional, Balneário Camboriú opera em uma lógica diferente da maior parte do mercado imobiliário brasileiro. Na cidade, as compras de alto padrão ocorrem majoritariamente à vista ou por meio de financiamento direto com as incorporadoras, o que reduz a dependência dos bancos, diminui o risco de inadimplência e sustenta a liquidez dos lançamentos.
A combinação entre renda elevada, demanda de investidores, valorização contínua e bons indicadores socioeconômicos fortaleceu a percepção de segurança do mercado local. Esse ambiente passou a funcionar como uma chancela para a chegada de redes de luxo e marcas internacionais ao Sul do Brasil, especialmente em projetos de branded residences, modelo em que o valor do imóvel também está associado à reputação da marca.
Para Renato Monteiro, especialista em investimentos imobiliários e CEO do Grupo Sort, o histórico de desenvolvimento humano e econômico de Balneário Camboriú pesa na tomada de decisão de investidores estrangeiros.
“Para o fundo de investimento estrangeiro, o risco de trazer capital é reduzido quando há uma base estatística que indica renda, demanda qualificada e capacidade de absorção do produto final”, afirma.