Economia prateada deve chegar a R$ 3,8 trilhões em 2044 e pressiona mercado imobiliário a rever projetos

Redação ImobiPress

redacao@imobipress.com.br
Publicado em 05/10/2026 às 14:30 / Leia em 2 minutos

Com moradia entre os gastos que ganham peso com o avanço da idade, setor imobiliário amplia atenção a empreendimentos capazes de chegar a atender diferentes fases da vida.

O avanço da longevidade começa a alterar também a lógica do mercado imobiliário brasileiro. Os consumidores com 50 anos ou mais já movimentam R$ 1,8 trilhão ao ano, o equivalente a 24% de todo o consumo privado dos domicílios do país. A projeção do estudo Brasil Prateado, do Data8, é que esse volume chegue a R$ 3,8 trilhões em 2044, quando o grupo deverá responder por 35% do consumo nacional. O levantamento aponta ainda que o Brasil já ultrapassou 59 milhões de pessoas com 50 anos.

O peso econômico também acompanha uma mudança no perfil de consumo. Segundo o Data8, brasileiros 50+ registram consumo mensal per capita 38% superior ao da população abaixo dessa faixa etária. Moradia está entre as necessidades com maior destaque e tende a ganhar relevância conforme a idade avança. A combinação coloca o setor imobiliário diante de um público que vive mais, permanece economicamente ativo por mais tempo e passa a avaliar o imóvel pela capacidade de atender alterações de rotina ao longo dos anos.

Leilão reúne 209 oportunidades de imóveis no país

Essa transformação amplia a discussão para além dos empreendimentos destinados exclusivamente a idosos. Bairros com serviços próximos, percursos caminháveis, áreas verdes, espaços de convivência, segurança e opções de lazer podem atender moradores em diferentes etapas da vida, de famílias com crianças a adultos maduros que procuram autonomia sem abrir mão da integração social.

“Quando falamos em longevidade, não estamos falando apenas de adaptar uma residência para uma determinada idade. O desafio é criar projetos urbanos em que a pessoa consiga manter autonomia, ter serviços por perto, caminhar, conviver e usufruir dos espaços públicos em diferentes momentos da vida. Um bairro planejado, por exemplo, precisa continuar fazendo sentido para o morador daqui a dez, vinte ou trinta anos”, afirma Ricardo Laus, fundador e CEO da Novo Ambiente Urbanismo.

Compartilhe