A profissão de corretor volta a ser desejada e isso está mudando o mercado

Redação ImobiPress

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Publicado em 02/02/2026 às 11:00 / Leia em 2 minutos

Mercado mais sofisticado, crédito bilionário e investimento em formação estão reposicionando a profissão de corretor como uma das mais subestimadas do mercado imobiliário

Durante muitos anos, a profissão de corretor de imóveis no Brasil foi associada a uma ocupação temporária, acessível com baixa exigência de formação e alta rotatividade. Esse modelo ajudou a consolidar uma imagem operacional da função que, por muito tempo, não acompanhou a evolução do próprio mercado imobiliário.

Nos últimos anos, porém, essa realidade começou a mudar. O mercado amadureceu, os produtos se tornaram mais complexos e o ticket médio das transações aumentou. Entre 2020 e 2024, o crédito imobiliário brasileiro superou R$ 1 trilhão em financiamentos acumulados, elevando o nível de exigência técnica e comercial das operações. Ao mesmo tempo, o perfil do comprador ficou mais informado, mais analítico e menos tolerante a erros no processo de venda.

Esse novo cenário passou a pressionar a base comercial do setor. Incorporadoras e imobiliárias que investiram em formação contínua e especialização começaram a observar mudanças concretas nos resultados. Na Sísmica, empresa especializada na profissionalização de operações comerciais do mercado imobiliário, mais de 7 mil corretores e 500 líderes já passaram por programas estruturados de desenvolvimento. Segundo dados internos, equipes que passaram por esse processo registraram maior retenção de profissionais, redução de desistências contratuais e aumento de previsibilidade nas vendas.

Para Andressa Machado, estrategista do mercado imobiliário e fundadora da Sísmica, esse movimento reposiciona a profissão. “Quando o mercado evolui, ele exige profissionais mais preparados. A valorização do corretor não é uma pauta isolada, ela reflete o amadurecimento do próprio setor e impacta diretamente o resultado das operações”, afirma.

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O movimento ainda é gradual, mas já aponta para um novo ciclo do mercado imobiliário brasileiro: menos volume genérico, mais especialização e uma profissão reposicionada como peça central na engrenagem do crescimento.

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