Mercado imobiliário movimenta R$ 8,3 bilhões no Brasil no 1º trimestre

Redação ImobiPress

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Publicado em 23/04/2026 às 11:25 / Leia em 3 minutos

Relatórios apontam que o mercado imobiliário movimenta grandes transações, com protagonismo dos fundos imobiliários em cenário de maior disciplina e cautela.

O mercado de investimentos imobiliários no Brasil movimentou aproximadamente R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, distribuídos em 25 transações e mais de 1,2 milhão de metros quadrados negociados, segundo dados do Market Beat de Investimentos do 1T26 da consultoria Cushman & Wakefield. Apesar do menor número de operações, o período foi marcado pela concentração em negócios de grande porte, refletindo um ambiente mais seletivo e estratégico por parte dos investidores.

O estudo mostra que o mercado segue ativo, mas com mudanças relevantes no perfil das decisões. Em um cenário ainda impactado por juros elevados e maior cautela econômica, os investidores têm priorizado ativos com maior previsibilidade de renda, qualidade operacional e menor risco, reforçando uma tendência de maior disciplina na precificação.

“O primeiro trimestre reforça uma mudança importante no comportamento do investidor, que passa a priorizar ativos mais resilientes e com fluxo de caixa consistente. O mercado segue dinâmico, mas com um nível de exigência muito maior, tanto na análise quanto na execução das transações”, afirma Daniel Batistela, Diretor Geral da Cushman & Wakefield.

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Destaques do trimestre

  • Volume total: R$ 8,28 bilhões
  • Número de transações: 25
  • Área negociada: 1,2 milhão de m²
  • Preço médio: R$ 6.810/m²
  • Cap rate médio: 9,5% ao ano

O segmento de escritórios liderou em volume financeiro, com cerca de R$ 3,8 bilhões, seguido pelo setor industrial, com R$ 3,0 bilhões, e pelo varejo, com R$ 1,3 bilhão.

Fundos imobiliários seguem como protagonistas

O relatório destaca o papel central dos fundos imobiliários (FIIs), que continuam sendo os principais agentes tanto na originação quanto na alocação de capital. O movimento de reciclagem de portfólio, com venda de ativos e reinvestimento em propriedades mais estratégicas, também segue como tendência relevante no mercado.

Tendência para 2026: seletividade e oportunidades pontuais

A expectativa para o restante do ano é de continuidade desse cenário mais criterioso, com investidores focados em ativos bem-posicionados e com fundamentos sólidos. Ao mesmo tempo, o contexto deve abrir espaço para oportunidades específicas, especialmente em operações ligadas à reestruturação de portfólios e negociação de ativos fora do core.

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