Empresários do agro encontram no mercado imobiliário paulistano uma alternativa de diversificação patrimonial e renda recorrente
O crescimento acelerado da renda no agronegócio brasileiro vem ampliando a presença de investidores rurais no mercado imobiliário de alto padrão em São Paulo. Com o PIB do agronegócio avançando 12,2% em 2025 e representando 25,13% da economia nacional, empresários do setor passaram a buscar ativos urbanos como estratégia de proteção patrimonial, sucessão familiar e geração de renda recorrente.
Segundo levantamento da startup Pilar, especializada no segmento de luxo, o mercado imobiliário de alto padrão em São Paulo movimentou R$ 16,2 bilhões em 2025 apenas em imóveis acima de R$ 3 milhões – alta de 8,7% em relação ao ano anterior. Foram 2.579 transações registradas nessa faixa de valor, reforçando a valorização contínua do metro quadrado premium na capital paulista.
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Nesse contexto, apartamentos voltados para locação flexível e gestão profissional vêm ganhando espaço entre investidores ligados ao agro. A Indepy, incorporadora-boutique com atuação em empreendimentos voltados à locação de curta e média duração, tem observado aumento da procura por parte de empresários do agronegócio interessados em diversificar patrimônio com ativos imobiliários urbanos de alta liquidez.
“Existe um movimento claro de investidores do agro migrando parte do patrimônio para ativos urbanos como uma estratégia de diversificação e proteção contra a volatilidade do ciclo agrícola. E o mercado de imóveis, especialmente em regiões com demanda consistente por locação flexível, se apresenta como uma boa opção. O imóvel deixa de ser apenas reserva de valor e passa a funcionar como ativo gerador de renda com gestão profissional”, afirma Luca Russo, sócio e Executivo Comercial da Indepy.
São Paulo é um dos principais destinos desse capital, especialmente em regiões premium com forte demanda por moradia flexível e alta liquidez imobiliária.
Busca por renda previsível e gestão profissional
Além da valorização patrimonial, investidores buscam previsibilidade de receita e menor complexidade operacional. Dados do setor apontam que a locação short stay pode gerar retorno médio de 8% ao ano, acima do aluguel convencional, que costuma render cerca de 6% anuais.
“O investidor do agro tem uma visão de longo prazo e valoriza ativos reais com operação eficiente. Muitos não querem lidar com a burocracia da locação tradicional.”, finaliza Marina Russo, diretora do Club Haas e sócia da Indepy.