A importância de fazer uma boa escolha no imóvel comercial para a empresa

Redação ImobiPress

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Publicado em 28/07/2026 às 14:20 / Leia em 5 minutos

Mais do que um espaço a ser ocupado, o imóvel comercial deve começar a ser tratado como uma ferramenta de negócio

De modo geral, o primeiro trimestre de 2026 confirma a manutenção de uma demanda ativa por espaços corporativos de alta qualidade, sustentada por movimentos de expansão, realocações estratégicas e pela busca por maior eficiência operacional.

Segundo um estudo da JLL, o mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo, por exemplo, iniciou 2026 com mais uma queda na taxa de vacância, atingindo um índice de 13,4%, o menor nível registrado nos últimos 14 anos.

“Números como esses, refletem a absorção consistente dos espaços disponíveis, mesmo com o preço médio de locação aumentando 8% em um ano. Logo, quando falamos dos custos envolvidos na mudança de uma empresa para um novo imóvel comercial, o entendimento das reais necessidades do negócio é primordial, pois além do aluguel, há o valor de obra, aumentando a necessidade de um planejamento de longo prazo, tendo em vista que os gestores irão comparar o custo total atual, com o custo total de um novo escritório”, analisa o fundador e diretor da 360inova, Dagoberto Salles.

Entretanto, grande parte dos executivos envolvidos na escolha do escritório leva em consideração apenas à questão dos custos, quando é imprescindível pensar também nos colaboradores.

“A chave para uma escolha assertiva é encontrar o equilíbrio entre estes dois temas, reduzir custos e trazer benefícios para o colaborador, tendo em vista que muitos negócios estão voltando ao modelo presencial devido à dificuldade de gerenciamento remoto das equipes”, explica Salles.

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A escolha de um imóvel comercial não é apenas um endereço físico, mas um pilar estratégico da operação empresarial, afinal, ele afeta diretamente a visibilidade da marca, o fluxo de clientes, a retenção de talentos e a saúde financeira da empresa.

Logo, para evitar erros, é preciso considerar não só o orçamento disponível, mas o planejamento estratégico da empresa, já que uma escolha inadequada pode elevar significativamente o custo fixo do negócio, além de limitar seu potencial de crescimento.

Por isso, a realização de um diagnóstico operacional antes de escolher o imóvel evita não só prejuízos financeiros, mas também garante que a estrutura física atenda às demandas reais do negócio, prevenindo custos extras com adaptações imprevistas e assegurando um impacto positivo na produtividade diária dos colaboradores, ajudando na retenção de talentos.

“Muitas empresas escolhem o escritório com base em percepção, quando o primeiro passo é entender o perfil da empresa, utilizando assim, informações concretas para definir localização, tamanho e formato da ocupação”, ressalta o diretor.

Ele afirma que os escritórios são essenciais para o sucesso corporativo e que a escolha do imóvel deve se basear em três pilares fundamentais para o negócio, que são: Comunicação, Coordenação e Cooperação.

Esses elementos, nomeado como a lógica dos 3 C’s explicam por que o ambiente presencial continua vital, tendo em vista que a troca de conhecimento, o pertencimento e a construção da cultura da empresa dependem da convivência.

Abaixo, Salles exemplificou a essência dessa lógica:

  • Comunicação: O ambiente físico facilita o diálogo natural, a leitura de expressões faciais, a troca de ideias rápida e a socialização, o que fortalece a cultura e a identidade organizacional.
  • Coordenação: Refere-se ao alinhamento de fluxos de trabalho e processos, onde a proximidade física permite uma gestão mais fluida e a resolução ágil de problemas em equipe.
  • Cooperação: É o esforço conjunto e a colaboração para o desenvolvimento de projetos, impulsionados pela troca de conhecimento que acontece organicamente quando as pessoas estão juntas.

Essa metodologia conectada à análise de dados define localizações ideais de escritórios, substituindo o achismo por inteligência estratégica.

Logo, é possível ver que o escritório físico evoluiu de um mero espaço operacional para uma extensão tridimensional da marca, funcionando como um pilar central para a socialização, transmissão de valores e consolidação da identidade corporativa e atuando diretamente na conexão emocional tanto dos colaboradores quanto dos clientes.

‘O escritório facilita a troca de conhecimentos, a colaboração espontânea e o famoso networking interno, A vivência diária no escritório ajuda a criar uma “comunidade” de profissionais engajados. Empresas que entendem essa dinâmica não tratam o escritório apenas como um destino obrigatório, mas como uma ferramenta estratégica’, explica o fundador da 360inova.

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