Stand em Moema integra quadra de pickleball e paisagismo para criar conexão direta com a rua

Redação ImobiPress

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Publicado em 28/09/2026 às 15:40 / Leia em 5 minutos

Projeto com stand da Pon.to Arquitetura em Moema trabalha escala, paisagismo e transparência para traduzir conceitos do empreendimento na experiência do visitante

Um stand de vendas pode cumprir sua função sem se limitar ao espaço destinado à apresentação de um empreendimento. Para a arquitetura, o desafio está também em criar uma experiência que faça sentido para quem entra, mas que estabeleça alguma relação com quem passa do lado de fora. Essa foi uma das questões consideradas pela Pon.to Arquitetura no projeto de um stand localizado na Alameda Maracatins, em Moema, São Paulo.

Com uma área construída mais compacta, o projeto buscou trabalhar a percepção de escala por meio da volumetria e, ao mesmo tempo, criar uma relação visual e funcional com a rua. A estratégia aparece desde a cobertura inclinada, que ultrapassa o volume principal, até a implantação de uma quadra de pickleball próxima ao passeio público.

“Quando recebemos o projeto, a área destinada ao stand era mais enxuta. Então, nossa preocupação foi trabalhar a volumetria para que ele tivesse uma presença maior do que sua metragem poderia sugerir. A cobertura foi um dos elementos fundamentais para isso, porque ultrapassa o volume construído e ainda cria uma área coberta de embarque e desembarque”, explica Louise Jacquier, sócia da Pon.to Arquitetura.

A escala como recurso de projeto

A construção foi organizada a partir de uma volumetria ortogonal, com linguagem próxima à de um pavilhão. A cobertura inclinada e chanfrada se torna o principal elemento de expressão do conjunto, avançando além do volume do stand e formando o porte-cochère.

Pilares posicionados na área externa funcionam como aletas verticais e ajudam a marcar a volumetria, criando diferentes perspectivas conforme o ponto de observação. Dessa maneira, a arquitetura utiliza poucos elementos, mas trabalha com suas proporções e posicionamento para produzir diferentes leituras do espaço.

A relação com a rua também foi considerada na implantação do programa. A quadra de  pickleball foi posicionada junto ao passeio público, permitindo que a movimentação seja percebida por quem circula pela Alameda Maracatins. Segundo Louise, a escolha também permite que o espaço seja utilizado em eventos e ativações relacionados ao empreendimento.

“A ideia era que a quadra não ficasse escondida dentro do lote. Ao colocá-la próxima à calçada, a atividade passa a ser percebida por quem está andando ou dirigindo pela rua. Em dias de evento, essa movimentação cria uma curiosidade em quem está passando, mesmo que aquela pessoa não tenha entrado no stand”, afirma.

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Do conceito do empreendimento para a arquitetura

Para além da volumetria, o projeto partiu de uma característica específica do empreendimento: a proposta de bem-estar e integração da natureza à arquitetura. Esses conceitos foram traduzidos no stand por meio do paisagismo, da iluminação natural e da escolha de materiais.

Na área externa, a vegetação acompanha o entorno da construção e aparece também de maneira pendente junto à cobertura. No interior, canteiros foram incorporados ao percurso dos visitantes, funcionando como elementos de paisagismo e ajudando a organizar visualmente os ambientes.

“A gente procura sempre fazer com que o stand tenha relação com o empreendimento que ele está apresentando. Não é só traduzir a identidade da incorporadora; o projeto precisa ter uma associação com aquilo que será oferecido naquele terreno. Nesse caso, o bem-estar e a natureza eram conceitos importantes e foram levados para dentro da arquitetura”, conta Louise.

O vidro participa dessa proposta de diferentes maneiras. Além de permitir a entrada de iluminação natural, a transparência também faz com que elementos como a maquete e a movimentação interna sejam vistos por quem está na rua.

A escolha dos materiais também contribui para traduzir essa relação com o empreendimento. Na área do café, por exemplo, foi utilizada a pedra portuguesa, elemento que também estará presente no projeto imobiliário.

O ambiente recebeu ainda um tensoflex iluminado no teto e foi posicionado de maneira a manter uma relação visual com a rua. A configuração permite que o café tenha protagonismo e dê suporte aos dias de evento, sem perder sua integração com o restante do stand.

Referências que aparecem nos detalhes

A comunicação visual também foi incorporada à arquitetura em vez de aparecer como um conjunto independente de peças. Estruturas metálicas suspensas apresentam miniaturas de alguns dos principais empreendimentos da incorporadora, funcionando simultaneamente como informação institucional e elemento de composição.

“Em vez de colocar a comunicação de uma maneira muito literal, procuramos integrá-la ao próprio espaço. As estruturas suspensas com as miniaturas, por exemplo, apresentam a incorporadora, mas também fazem parte da arquitetura e da composição do ambiente”, explica Louise.

Uma arquitetura que começa antes da porta

No projeto, arquitetura, interiores, paisagismo, iluminação, materiais e comunicação visual assumem funções diferentes, mas são pensados a partir de uma mesma ideia. O resultado é um espaço em que a apresentação do empreendimento acontece não apenas pelas informações sobre o imóvel, mas também pela experiência construída ao longo do percurso do visitante.

“A gente tenta trazer as informações importantes, mas de uma forma mais conceitual. Materiais, iluminação, paisagismo e até a forma de apresentar a identidade da incorporadora podem construir essa narrativa sem precisar colocar tudo de maneira óbvia”, conclui.

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