5 erros que podem comprometer a decoração da sua casa

Redação ImobiPress

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Publicado em 04/11/2026 às 15:55 / Leia em 6 minutos

Especialistas revelam como escolher objetos de decoração que mostrem a real a personalidade dos moradores, valorizando os ambientes e mantendo o equilíbrio entre o bonito e o prático

Sabe aquele vaso lindo que você comprou, mas parece não funcionar em lugar nenhum da casa? Ou aquela estante que mesmo cheia de objetos especiais acaba transmitindo uma sensação de bagunça? Na decoração, nem sempre gostar de uma peça significa que ela encontrará um lugar dentro do lar, pois um ambiente bem decorado exige proporção, cores, materiais e uma boa relação com os outros elementos do ambiente.

Para as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, à frente do escritório Dantas & Passos Arquitetura, decorar é algo além do ‘preencher superfícies’, uma composição de arque-décor precisa, obrigatoriamente, conversar com os moradores. Assim, livros, vasos, peças artesanais, obras de arte e lembranças de viagens podem dividir espaço, desde que exista uma intenção por trás das escolhas.

“A ideia é sempre criar ambientes com personalidade, que pareçam construídos ao longo do tempo, e não montados de uma só vez”, esclarecem as profissionais.

Para isso, vale conhecer alguns erros comuns na escolha e na disposição dos objetos, além de descobrir quais peças ajudam a dar mais identidade aos espaços. Entenda:

1. Querer preencher todos os espaços

Nem sempre uma mesa de centro precisa reunir uma coleção de coisas para ficar interessante. Danielle Dantas ressalta que deixar áreas livres também faz parte da composição, pois permite que os objetos ganhem destaque e que o olhar encontre pontos de descanso.

Para a dupla, o excesso não está necessariamente relacionado à quantidade de peças, mas à maneira como elas são organizadas, de forma que um ambiente pode reunir muitos objetos e ainda assim transmitir harmonia, enquanto outro, com poucos elementos, pode parecer visualmente confuso.

“Uma dica simples é criar uma hierarquia visual, porque não dá para tudo chamar a atenção ao mesmo tempo. Acho legal escolher uma peça principal e deixar as outras completando o conjunto”, explica a arquiteta.

Em um aparador, por exemplo, um vaso de presença marcante pode funcionar como ponto focal, acompanhado de alguns livros e de um objeto menor. A variação de alturas e volumes cria movimento, sem que todas as peças precisem disputar a atenção.

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2. Não considerar as proporções

Um único objeto pode ser interessante sozinho e ainda sim não funcionar no espaço em que foi colocado, como um vaso pequeno demais sobre um aparador amplo. Por isso, a escolha precisa considerar a escala dos objetos em relação à mobília, a distância entre as peças e o espaço disponível ao redor. Em alguns casos, um único elemento maior resolve melhor a composição do que vários acessórios pequenos.

As arquitetas também chamam a atenção para a funcionalidade: Uma mesa de centro, por exemplo, precisa continuar disponível para apoiar um livro, uma xícara ou outros itens do cotidiano, o mesmo vale para aparadores, mesas laterais e estantes, onde os objetos devem complementar o uso desses móveis e não dificultar.

“Então, antes de comprar uma peça observe onde você irá colocar, como se relacionará com os demais elementos e se haverá espaço suficiente para a circulação e as atividades do dia a dia. Se você tiver crianças, esse passo é ainda mais importante”, completam.

3. Tentar combinar tudo perfeitamente

Na hora de decorar, não é preciso ter receio de combinar cores, materiais, texturas e estilos diferentes. Embora uma composição mais uniforme também possa funcionar muito bem, misturar referências abre espaço para criar ambientes com personalidade, especialmente quando objetos contemporâneos dividem espaço com heranças de família, lembranças de viagens e obras de arte.

A chave, segundo Paula Passos, está em encontrar pontos de conexão entre os elementos, seja por meio das cores, das texturas, das formas ou da relação com a arquitetura. Uma composição pode reunir madeira, pedra, cerâmica, vidro e metal sem ficar carregada, desde que exista um certo equilíbrio entre os acabamentos e os volumes.

“Gosto de trabalhar com objetos que tenham diferentes materiais, texturas, formas e alturas, que dessa forma irão criar uma composição bacana, sempre buscando equilíbrio”, conta a profissional.

Paula reforça que essa combinação permite que peças de diferentes origens convivam no mesmo ambiente, sem que tudo precise seguir exatamente o mesmo padrão.

4. Deixar o principal de fora

Mesmo uma casa impecável pode parecer impessoal se não considerarmos a história e os interesses do morador, pois preencher os ambientes não é apenas seguir uma referência do Pinterest ou de alguma série de TV. As arquitetas gostam de incorporar objetos que os clientes já possuem, combinando-os com peças contemporâneas e artesanais, como vasos de formas orgânicas, itens com texturas marcantes e bandejas que organizam pequenos conjuntos.

“Decorar não é necessário investir em objetos caros ou assinados para criar algo inédito. Às vezes só o resgate de uma peça há muito guardada combinada com outra de desenho com significado já é o bastante para um dos cantos da casa”, revelam.

5. Achar que a decoração precisa ficar pronta de uma vez

Esse conceito entra na ideia de comprar tudo de uma vez ou tudo numa mesma loja, selecionando peças para preencher vazios e assim criando impessoalidade. Na prática, algumas das melhores composições surgem com o tempo, à medida que os moradores encontram peças de que gostam, trazem lembranças de viagens ou descobrem novas maneiras de organizar o que já possuem.

Para Danielle Dantas e Paula Passos, essa construção gradual contribui para uma decoração mais autêntica, que não segue regras, na qual os moradores podem experimentar combinações, mudar objetos de lugar e perceber o que funciona melhor em cada ambiente.

“As peças artesanais, por exemplo, ajudam a acrescentar texturas e formas particulares, enquanto livros e bandejas permitem criar composições que podem ser reorganizadas com facilidade. O segredo é observar o conjunto e entender quando um novo elemento realmente acrescenta algo. Gostamos de uma decoração que tenha sofisticação, mas que não pareça excessivamente produzida, que tenha uma certa espontaneidade”, finaliza a dupla.

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