Especialista orienta consumidores sobre cuidados preventivos com telhados, lajes, calhas e paredes para evitar problemas nos tempos de chuvas
A proximidade do verão e do período de chuvas mais intensas acende um alerta para problemas recorrentes nas residências, como infiltrações, goteiras, manchas de umidade e aparecimento de mofo. Para ajudar os consumidores a identificarem sinais de risco antes que a água entre em casa, a Vedacit e o Movimento Construção Saudável reúnem orientações em um checklist de prevenção.
A recomendação é aproveitar os dias secos que antecedem o verão para observar principalmente telhados, lajes, calhas, rufos, paredes externas, trincas e pontos de passagem de tubulações. Pequenos sinais, como manchas, pintura descascando, fissuras ou umidade próxima ao teto e às paredes, podem indicar pontos que precisam de manutenção.
“Esperar a primeira chuva forte para identificar uma infiltração pode tornar a solução mais complexa. Quando a água já atingiu o interior da residência, muitas vezes não é necessário apenas corrigir a origem do problema, mas também recuperar pinturas, revestimentos e outros materiais afetados. A inspeção preventiva ajuda a identificar falhas ainda em estágio inicial”, afirma Anderson Oliveira, gerente técnico da Vedacit.
O que verificar antes das chuvas:
1. Telhado
Observe se há telhas quebradas, deslocadas ou mal encaixadas. Também é importante verificar os pontos próximos a parafusos, encontros do telhado, rufos e outras regiões sujeitas à entrada de água.
2. Calhas e condutores
Folhas, galhos e sujeira podem impedir o escoamento da água e provocar transbordamentos. A limpeza deve ser feita antes do início do período de chuvas, além da verificação de possíveis furos, emendas danificadas ou pontos de corrosão.
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3. Lajes e coberturas
Fissuras, trincas e áreas em que a impermeabilização apresenta desgaste precisam ser avaliadas. A solução adequada depende das características da superfície e do tipo de exposição à água.
4. Paredes e fachadas
Manchas, descascamento da pintura, fissuras e presença de umidade são sinais que merecem atenção. Também é importante identificar se a origem está na própria parede ou se a água chega por outro ponto da construção.
5. Rufos, juntas e encontros entre materiais
Regiões em que dois materiais ou planos diferentes se encontram são pontos que merecem inspeção, principalmente em coberturas, muros e áreas externas.
6. Sinais dentro de casa
Manchas no teto, cheiro de umidade, formação de bolhas na pintura e mofo podem indicar que a água já encontrou um caminho para o interior da edificação. Nesses casos, é necessário identificar a origem antes de simplesmente refazer o acabamento.
Cada problema exige uma solução
A escolha do sistema de impermeabilização deve considerar onde está o problema, o tipo de superfície e as condições de exposição. Em lajes, por exemplo, existem soluções de manta líquida, como o Vedapren, indicado pela fabricante para aplicações que incluem lajes transitáveis com posterior proteção, além de áreas molhadas e molháveis.
Para situações que exigem membranas impermeabilizantes de maior resistência, o Coberit PU pode ser aplicado, entre outras áreas previstas em sua ficha técnica, em lajes internas e externas, calhas, canaletas e platibandas. Já as fitas asfálticas podem ser utilizadas em reparos localizados. A Fita Multiuso, por exemplo, é indicada para vedação imediata de pequenas infiltrações e goteiras em pontos como telhas, rufos e calhas.
Segundo Oliveira, um dos principais cuidados é não tratar apenas o efeito visível. “Uma mancha no teto pode estar distante do ponto por onde a água entrou. Antes de qualquer reparo, é importante identificar a origem da infiltração e verificar qual sistema é adequado àquela situação. A prevenção também passa por fazer a aplicação correta e respeitar as orientações técnicas de cada produto”, explica ele.