Levantamento nacional mostra avanço da participação feminina nos investimentos em imóveis; mercado de Ribeirão Preto acompanha a tendência
A participação feminina no mercado imobiliário brasileiro vem crescendo de forma consistente e já influencia as estratégias das incorporadoras. Levantamento da Datastore, apresentado pelo especialista em mercado imobiliário Marcus Araujo, mostra que as mulheres representam atualmente cerca de 30% dos investidores imobiliários do país.
Em Ribeirão Preto, onde o mercado segue entre os mais aquecidos do interior paulista e liderou os lançamentos imobiliários em 2025 entre os municípios pesquisados pela Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), da Brain Inteligência Estratégica em parceria com o Secovi-SP, essa mudança já é percebida pelas incorporadoras, que adaptam produtos, atendimento e comunicação para um público cada vez mais informado e participativo.
Segundo o levantamento, Ribeirão Preto registrou 12.170 unidades lançadas em 2025, volume que corresponde a 19,7% de todos os lançamentos realizados nos 41 municípios analisados. O desempenho consolida a cidade como uma das principais referências do mercado imobiliário paulista e reforça a importância de compreender as transformações no perfil dos investidores.
Há cerca de três décadas, a presença das mulheres nesse segmento era significativamente menor. Com a mudança desse cenário, empresas do setor passaram a adaptar produtos, atendimento e comunicação para atender um público mais informado, criterioso e participativo durante toda a jornada de compra.
LEIA TAMBÉM: Mulheres avançam no mercado imobiliário, mas liderança ainda é desafio
Mercado acompanha novo perfil
Para Diego Baroni, gerente comercial da Pafil Empreendimentos, a evolução da participação feminina já é percebida no relacionamento com os clientes. Segundo ele, as investidoras costumam realizar uma análise mais criteriosa antes da decisão de compra, avaliando fatores como localização, infraestrutura, segurança, potencial de valorização, qualidade construtiva e credibilidade da incorporadora.
“Hoje percebemos um público muito mais preparado para investir. As mulheres pesquisam, comparam alternativas e buscam informações antes de fechar negócio. Esse comportamento exige das incorporadoras mais transparência, conteúdo qualificado e um atendimento consultivo, capaz de oferecer segurança durante todo o processo de compra”, afirma.
Baroni destaca que esse comportamento acompanha o amadurecimento do próprio mercado regional. Em um cenário de forte volume de lançamentos e alta competitividade, como o de Ribeirão Preto, oferecer informações claras, credibilidade e uma experiência de compra consultiva tornou-se um diferencial para atender um consumidor cada vez mais exigente e bem informado.
Além do retorno financeiro, Baroni observa que muitas investidoras enxergam o imóvel como uma estratégia de proteção patrimonial e planejamento de longo prazo. Para ele, compreender esse perfil é fundamental para desenvolver empreendimentos alinhados às novas demandas e fortalecer o relacionamento com os clientes.
Tendência de crescimento
A expectativa do setor é de que a participação feminina continue avançando nos próximos anos, acompanhando as transformações do mercado e do comportamento do consumidor. O aumento da independência financeira, aliado ao maior acesso à informação, tende a ampliar ainda mais a presença das mulheres entre os investidores imobiliários.
Em mercados consolidados como o de Ribeirão Preto, onde a demanda por imóveis permanece aquecida e novos empreendimentos continuam sendo lançados, acompanhar essa transformação tornou-se estratégico para incorporadoras que desejam manter competitividade e oferecer soluções alinhadas às expectativas dos clientes.
“O mercado imobiliário precisa evoluir junto com seus clientes. Compreender quem é esse novo investidor e quais fatores influenciam sua decisão é essencial para desenvolver empreendimentos alinhados às expectativas do público e construir relações de confiança cada vez mais duradouras”, conclui.