Relatório aponta que imóveis próximos ao mar mantêm forte valorização. No mercado brasileiro, a escassez de terrenos canaliza o capital de investidores de alta renda para zonas com restrição de oferta
A proximidade com o mar pode valorizar os imóveis em até 66%, segundo o levantamento da consultoria global Knight Frank, publicado no relatório Waterfront Homes 2025. O estudo analisou diferentes categorias de imóveis próximos à água e identificou que as localizações costeiras lideram a valorização em relação a propriedades equivalentes situadas em outras áreas.
Para os pesquisadores, o imóvel também passou a representar um estilo de vida. Contato com a natureza, vista permanente, acesso ao mar, bem-estar e qualidade ambiental aparecem entre os principais atributos valorizados pelo público de alta renda.
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No mercado brasileiro, a escassez de terrenos canaliza o capital de investidores de alta renda para zonas com restrição de oferta, como a região da Interpraias, em Balneário Camboriú, cidade catarinense que, junto com a vizinha Itapema, está na liderança do valor do metro quadrado, conforme Índice FipeZap, e que já supera a média de R$ 15 mil/m². Nessa área, o preço dobra e pode chegar até 100 mil/m², como apontado pela J. Maurício, empresa especializada no mercado imobiliário.
Formada pelas praias de Laranjeiras, Taquarinhas, Taquaras, Pinho, Estaleiro e Estaleirinho, a região da Interpraias ocupa cerca de 21% do território de Balneário Camboriú e é chamada pelo mercado de “Riviera Catarinense”. O destino reúne natureza preservada, praias certificadas com a Bandeira Azul em parte da orla e regras de ocupação operadas sob as diretrizes da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa Brava, que limitam a verticalização.
A escassez de terrenos próximos ao mar completa esse cenário e fortalece seu potencial de valorização no longo prazo.
“O investidor substituiu o foco exclusivo em padrão construtivo pela garantia de exclusividade geográfica e preservação, características que sustentam a curva de valorização de propriedades em zonas litorâneas protegidas”, afirma Maurício Girolamo, CEO da J. Maurício.