5 pontos críticos de impermeabilização em uma edificação

Redação ImobiPress

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Publicado em 25/08/2026 às 10:43 / Leia em 5 minutos

Da fundação ao acabamento, soluções adequadas de impermeabilização são essenciais para evitar infiltrações, preservar a estrutura e garantir a durabilidade das edificações

A impermeabilização é uma das disciplinas mais críticas da construção civil e, paradoxalmente, uma das mais negligenciadas. Quando bem executada, ela é invisível: não aparece, não chama atenção e cumpre seu papel em silêncio por décadas. Quando mal especificada ou aplicada de forma inadequada, seus efeitos se revelam nas formas mais inconvenientes, como infiltrações, manchas, corrosão de armaduras, deterioração de revestimentos e, nos casos mais graves, comprometimento estrutural da edificação.

Entender onde e por que impermeabilizar é o primeiro passo para garantir a durabilidade de qualquer obra. Cada ponto de uma edificação tem características específicas de exposição à umidade, pressão hidrostática e variação térmica, o que exige soluções distintas em cada etapa construtiva. 

O executivo Selmo Soares, gerente executivo de inovação e desenvolvimento da Viapol, lista os 5 pontos críticos de impermeabilização em uma edificação, da fundação ao acabamento.

Confira: 

1 – Fundações e elementos em contato com o solo

As fundações são o ponto de partida da edificação e o primeiro desafio de impermeabilização. Estruturas em contato com o solo estão expostas à umidade ascendente, à pressão hidrostática e à presença de sulfatos e outros agentes agressivos presentes no terreno.

“A falha na impermeabilização das fundações pode comprometer não apenas os elementos estruturais, mas toda a edificação ao longo do tempo, por meio do fenômeno conhecido como umidade ascendente, que migra pelos materiais porosos das paredes e pilares”, afirma Selmo.

Nessa etapa, sistemas de impermeabilização rígidos ou flexíveis, aplicados sobre as faces externas das fundações em contato com o solo, são essenciais. A escolha do sistema depende do nível do lençol freático, do tipo de solo e das cargas hidrostáticas previstas.

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2- Lajes e coberturas

Lajes de cobertura estão entre os elementos mais expostos da edificação. Sujeitas à radiação solar direta, às variações de temperatura, à ação da água da chuva e ao peso de equipamentos e pessoas em alguns casos, essas superfícies exigem sistemas de impermeabilização com alta resistência mecânica, flexibilidade para acompanhar movimentações estruturais e proteção eficaz contra os raios ultravioleta.

Já as lajes descobertas, jardins sobre laje e coberturas planas demandam atenção especial nos pontos de transição, ralos, pingadeiras, juntas de dilatação e interfaces com paredes e platibandas, que concentram a maioria das patologias de infiltração nesse tipo de elemento.

3- Fachadas

As fachadas funcionam como a primeira barreira de proteção da edificação contra os agentes climáticos. Chuvas dirigidas, variações de temperatura e a ação do vento criam condições favoráveis à penetração de umidade, especialmente em fachadas com revestimentos cerâmicos ou argamassados com fissuras, juntas mal seladas ou fixação inadequada.

“A impermeabilização de fachadas envolve tanto a escolha de revestimentos com baixa absorção de água quanto a correta execução das juntas de movimentação e a proteção das interfaces entre diferentes materiais. Produtos hidrófugos e selantes específicos para fachada são parte essencial desse sistema. Uma outra opção para fachadas de alvenaria e concreto são as Pinturas Elásticas, estas são desenhadas para resistir ao intemperismo, e por suas propriedades elásticas são capazes de absorver microfissuras comuns em fachadas de concreto e alvenaria”, reforça Soares.

4- Áreas molhadas internas

Banheiros, cozinhas, lavanderias e áreas de serviço concentram umidade de forma permanente e constante. A ausência ou falha na impermeabilização dessas áreas é uma das principais causas de problemas em edificações residenciais, com danos que frequentemente afetam não apenas o imóvel de origem, mas também as unidades vizinhas em edificações verticais.

“Nessas áreas, a impermeabilização precisa ser aplicada sobre toda a superfície do piso e nas paredes até uma altura mínima que contemple os respingos e a umidade de uso. Rodapés, ralos e interfaces com tubulações são pontos de atenção especial, pois representam descontinuidades no sistema que, se não tratadas corretamente, tornam-se caminhos preferenciais para a infiltração”, destaca o executivo. 

5- Garagens e subsolos

Garagens e subsolos combinam dois fatores de risco: a presença de cargas dinâmicas, como o tráfego de veículos, e a proximidade com o solo e com o lençol freático. Essas áreas estão sujeitas a pressão hidrostática negativa, ou seja, a água pressiona o sistema de impermeabilização de fora para dentro, o que exige produtos com capacidade de resistir a essa condição específica.

A durabilidade dos sistemas nessas áreas também é pressionada pelo tráfego constante, que exige produtos com alta resistência à abrasão e ao impacto mecânico. A impermeabilização não é um item opcional na construção. É uma condição para que a edificação cumpra sua função ao longo do tempo com segurança, conforto e economia.

“Cada ponto crítico tem suas especificidades, e a correta especificação do sistema adequado a cada situação é o que diferencia uma obra que envelhece bem de uma que começa a apresentar problemas antes do tempo. Portanto, investir em impermeabilização de qualidade é, sempre, mais barato do que remediar os danos causados por sua ausência”, finaliza Soares.

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