Tendência une mercado imobiliário, hospitalidade e gestão de pessoas para oferecer mais conveniência a executivos e equipes em trânsito corporativo
Impulsionadas pela busca por mais flexibilidade, eficiência operacional e melhor experiência para seus profissionais, empresas começam a incorporar soluções de hospedagem dentro dos próprios edifícios corporativos, transformando a forma como recebem executivos, consultores e equipes em trânsito.
O movimento acompanha a expansão dos modelos de moradia temporária e hospedagem flexível no Brasil. Segundo levantamento da SiiLA, o segmento multifamily — empreendimentos voltados à locação profissionalizada — vem registrando crescimento consistente nos últimos anos, com forte participação das operações de short stay.
Já estudos internacionais indicam que o mercado brasileiro de serviced apartments deve avançar a taxas superiores a 10% ao ano até 2033, impulsionado pela demanda por estadias flexíveis e pela busca de empresas por alternativas mais eficientes para acomodação de profissionais em trânsito.
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Embora essa evolução tenha ocorrido inicialmente em empreendimentos residenciais, o conceito começa a ganhar espaço também no mercado corporativo, aproximando os setores de real estate, hospitalidade e gestão de pessoas. A tendência reflete uma nova lógica de ocupação dos espaços de trabalho, em que o escritório deixa de ser apenas um endereço empresarial e passa a concentrar serviços voltados à mobilidade, conveniência e experiência dos usuários.
“A dinâmica das empresas mudou nos últimos anos. Hoje existe uma circulação muito maior de profissionais entre unidades, cidades e até países”, afirma Carlos Passos, diretor da 3Z Realty.
Para o diretor da 3Z Realty, Carlos Passos, iniciativas como essa representam uma evolução natural dos edifícios corporativos de alto padrão.
“Mais do que oferecer espaços para trabalho, os empreendimentos passam a funcionar como plataformas completas de serviços, capazes de integrar produtividade, bem-estar e hospitalidade em um único endereço”, avalia.
Passos ainda complementa que a hospedagem de executivos começa agora a fazer parte da própria estratégia imobiliária das empresas.
“E essa mudança pode indicar um novo capítulo na evolução dos escritórios corporativos brasileiros”, acrescenta.