Casa própria sem juros? O que avaliar antes de entrar em um consórcio imobiliário

Redação ImobiPress

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Publicado em 23/06/2026 às 15:18 / Leia em 2 minutos

O consórcio imobiliário vem ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros que desejam adquirir um imóvel sem recorrer ao financiamento tradicional.

Com os juros em queda mas ainda elevados, o consórcio imobiliário tem ganhado espaço entre brasileiros que desejam comprar um imóvel sem recorrer ao financiamento tradicional. Os números confirmam essa tendência, já que entre janeiro e abril de 2026, as vendas de cotas de imóveis cresceram 48,4%, ultrapassando 557 mil adesões, segundo a ABAC.

Mas apesar das vantagens, Cléber Gomes, CEO da Maestria, empresa especializada em consórcio e produtos financeiros no B2B há 11 anos, explica que a decisão exige planejamento. O primeiro passo é entender que a modalidade é voltada para quem consegue se planejar financeiramente e não tem urgência na aquisição. Em contrapartida, não há cobrança de juros, apenas uma taxa de administração prevista em contrato.

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Segundo o especialista, antes de assinar o contrato, é preciso entender como funciona a contemplação por sorteio e lance, avaliar a possibilidade de utilizar recursos como FGTS para antecipar a carta de crédito, comparar os custos totais da operação e analisar cuidadosamente o contrato da administradora.

“Ao comprar um imóvel no sistema de financiamento, é exigido uma entrada de 30%. Já no sistema de consórcio, se você pegar essa mesma entrada e utilizar como lance, faz com que você acelere a sua probabilidade de contemplação”, explica Cléber. 

O especialista também alerta que é importante analisar o custo final da operação, as regras de contemplação e a saúde do grupo que deseja entrar.

“Oferecendo lances mensais, inclusive usando o FGTS para isso, se o grupo for saudável, ou seja, com boa participação e capitalização, as chances de contemplação antecipada aumentam”, alerta o CEO da Maestria.

Em caso de dúvidas contratuais, busque orientação com um consultor financeiro ou advogado. Para quem não tem pressa e busca uma alternativa ao financiamento em um cenário de juros altos, o consórcio imobiliário segue se consolidando como uma opção cada vez mais relevante no mercado.

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