Encomendas da indústria naval e obras em corredores como as BRs 470, 280 e 282 ampliam a relevância econômica do eixo Itajaí-Navegantes e reforçam a demanda por moradia, locação, armazenagem e operação logística.
O eixo Itajaí-Navegantes, no litoral norte de Santa Catarina, concentra mais de R$ 54 bilhões em investimentos públicos, concessões e encomendas industriais ligadas à infraestrutura, logística e indústria naval.
A conta inclui R$ 311 milhões previstos para a concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí, projeto que deve garantir a dragagem permanente por 25 anos e permitir a operação de navios de maior porte durante todo o ano; R$ 13,9 bilhões ligados à construção de fragatas da Marinha do Brasil na região, com previsão de gerar 23 mil empregos até 2029; e R$ 6,9 bilhões em 32 embarcações da Petrobras que serão construídas por estaleiros catarinenses, mobilizando diretamente mais de 2 mil profissionais.
Também entram nesse pacote os investimentos e concessões bilionárias em rodovias federais que conectam o litoral aos polos industriais e agroindustriais do Estado, como as BRs 470, 280 e 282.
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Esse ciclo de infraestrutura e produção ajuda a explicar por que Itajaí também aparece entre os mercados imobiliários mais valorizados do país. Segundo o Índice FipeZAP de junho de 2026, a cidade tem preço médio de R$ 13.263 por metro quadrado residencial, o 5º maior valor entre os municípios monitorados no Brasil. Santa Catarina concentra quatro das cinco cidades com o m² mais caro do país: Itapema, Balneário Camboriú, Florianópolis e Itajaí.
A combinação entre porto, indústria naval, universidade, serviços, turismo e logística reduz a dependência da temporada de verão e cria demanda permanente por moradia, locação, armazenagem e operação logística.
Para Erivelto Saes, da Saes Empreendimentos, o avanço simultâneo de infraestrutura, indústria e mercado imobiliário mostra que Itajaí e Navegantes deixaram de ser vistas apenas como cidades turísticas do litoral e passaram a formar um eixo econômico de interesse nacional.
“Quando uma região recebe investimentos em porto, rodovias, indústria naval e logística, o impacto não fica restrito à movimentação de cargas. Isso atrai empresas, fornecedores, trabalhadores especializados, estudantes, executivos e prestadores de serviço. Toda essa circulação cria demanda por moradia, por locação, por espaços comerciais e por estruturas logísticas. É esse conjunto que sustenta o mercado imobiliário durante o ano inteiro, sem depender apenas da temporada ou do turismo”, afirma.