Brasileiros ampliam interesse por imóveis em cidades secundárias dos EUA

Redação ImobiPress

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Publicado em 30/07/2026 às 12:15 / Leia em 4 minutos

Enquanto cidades como Miami e Orlando seguem no radar, investidores voltam a atenção para mercados em expansão, impulsionados pelo crescimento populacional, geração de empregos e custos mais competitivos 

Durante anos, cidades como Miami, Orlando e Nova York concentraram o interesse de brasileiros que buscavam investir no mercado imobiliário dos Estados Unidos. Nos últimos anos, porém, um novo movimento vem ganhando força: investidores passaram a olhar para cidades secundárias e regiões metropolitanas em expansão, onde o potencial de valorização e geração de renda pode ser maior.

A mudança acompanha uma transformação no próprio mercado imobiliário americano. Segundo dados do U.S. Census Bureau, estados como Texas, Carolina do Norte, Tennessee, Geórgia e Arizona estão entre os que mais registraram crescimento populacional nos últimos anos, impulsionados pela migração de empresas, geração de empregos e custo de vida mais competitivo. O aumento da população pressiona a demanda por moradia e fortalece o mercado residencial nessas localidades.

Ao mesmo tempo, levantamento da National Association of Realtors (NAR) mostra que compradores estrangeiros movimentaram cerca de US$56 bilhões em imóveis residenciais nos Estados Unidos entre abril de 2024 e março de 2025, refletindo o interesse crescente por ativos imobiliários no país.

Para o empresário Julio Monteiro, sócio da Bravita Homes USA, o perfil do investidor brasileiro também evoluiu. Se antes a escolha era influenciada principalmente pela familiaridade com determinados destinos, hoje a análise é cada vez mais baseada em indicadores econômicos.

“O investidor está deixando de escolher cidades apenas porque são conhecidas dos brasileiros. A decisão passou a considerar fatores como crescimento da população, expansão empresarial, geração de empregos, infraestrutura e demanda por locação.”

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Segundo Monteiro, mercados considerados secundários oferecem, em muitos casos, uma combinação mais equilibrada entre preço de entrada e potencial de valorização.

“Existem cidades que recebem grandes investimentos privados, novos centros logísticos, indústrias e empresas de tecnologia. Esse desenvolvimento movimenta a economia local, aumenta a procura por moradia e cria um ambiente favorável para o mercado imobiliário.”

O especialista destaca que esse movimento acompanha uma tendência observada entre investidores institucionais americanos, que há anos direcionam recursos para regiões conhecidas como Sun Belt, faixa do sul dos Estados Unidos que reúne estados com forte crescimento econômico e demográfico.

Com experiência em mais de 700 expedições ao mercado imobiliário norte-americano, Monteiro afirma que o maior diferencial está na análise criteriosa dos fundamentos econômicos de cada região.

“O mercado imobiliário não deve ser analisado apenas pelo imóvel em si. É preciso entender para onde as empresas estão indo, onde a população cresce, quais setores impulsionam a economia local e como esses fatores podem influenciar a valorização dos ativos no longo prazo”.

Na avaliação do especialista, a tendência é que o interesse por cidades secundárias continue crescendo à medida que investidores brasileiros busquem oportunidades fora dos mercados mais tradicionais, conciliando diversificação, patrimônio em dólar e potencial de valorização.

Dados que ajudam a entender o movimento

  • Texas liderou o crescimento populacional dos Estados Unidos entre 2023 e 2024, seguido por estados como Flórida, Carolina do Norte e Geórgia, segundo o U.S. Census Bureau.
  • A região conhecida como Sun Belt concentra alguns dos mercados imobiliários que mais atraem empresas e novos moradores nos EUA, impulsionando a demanda por imóveis.
  • Compradores estrangeiros movimentaram aproximadamente US$ 56 bilhões no mercado residencial americano entre abril de 2024 e março de 2025, de acordo com a National Association of Realtors.
  • O déficit habitacional estimado em 3,8 milhões de moradias, segundo a Freddie Mac, continua sustentando a demanda por compra e locação em diversas regiões do país.

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