3 bairros fora da bolha que estão conquistando os goianienses

Redação ImobiPress

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Publicado em 13/08/2026 às 12:45 / Leia em 5 minutos

Crescimento populacional, valorização imobiliária, áreas verdes e localização estratégica fazem com que regiões fora da bolha passem a atrair moradores e investidores em Goiânia

Quando o assunto é morar em Goiânia, bairros como Bueno, Marista, Oeste e Jardim Goiás costumam dominar as listas de preferência. Reflexo disso é que são os bairros com o metro quadrado mais caro da capital. A média de preço nestes setores está em R$ 12.881, segundo a pesquisa da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Estado de Goiás (Ademi-GO), enquanto a média geral da cidade custa R$ 10.925.

Mas uma mudança silenciosa vem acontecendo no mapa urbano da capital: movido pela motivação de uma melhor qualidade de vida, o goianiense está descobrindo outros endereços fora da bolha de valorização tradicional, que podem oferecer contato com a natureza, facilidade de acesso, infraestrutura consolidada e novos empreendimentos residenciais, preços mais acessíveis. 

Nesse cenário, três bairros têm se destacado por atrair moradores de perfis diversos e ganhar cada vez mais espaço entre as escolhas dos goianienses: Goiânia 2, Setor Central e Park Lozandes.

Cada um deles possui características próprias, mas compartilham um ponto em comum: estão quebrando paradigmas e mostrando que há vida além dos tradicionais bairros nobres da capital.

Goiânia 2: natureza, vida comunitária e localização estratégica

Planejado nos anos 1980 para ser um condomínio fechado, o Setor Goiânia 2 acabou se transformando em um bairro aberto, mas manteve características típicas de um conjunto residencial: ruas tranquilas, áreas verdes abundantes e forte senso de comunidade.

Com 5,19 km² de extensão, o bairro abriga o Parque Leolídio Ramos Caiado, com mais de 100 mil metros quadrados de área verde, além de reservas ambientais, praças e dois cursos d’água que cortam a região.

Além do contato com a natureza, a localização tem sido um dos principais atrativos. A região fica a cerca de 15 minutos da Praça Cívica, 13 minutos do Aeroporto Santa Genoveva, nove minutos do Shopping Passeio das Águas e apenas sete minutos da Universidade Federal de Goiás (UFG), contexto que tem atraído novas famílias para a região. 

O analista fiscal Marcos Guilherme da Silva, de 28 anos, é um exemplo de quem escolheu o Goiânia 2 após conhecer a cidade.

“Quando meu pai veio para Goiânia, procurou bairros próximos da universidade. O que chamou a atenção no Goiânia 2 foi justamente o fato de ser um lugar mais aconchegante, com muita natureza, parques e tudo que precisamos no dia a dia”, conta.

Outro aspecto que o conquistou foi a dinâmica social do bairro.

“Sempre vejo pessoas saindo do trabalho para caminhar no parque, tomar uma água de coco ou um açaí. Nos fins de semana, moradores alugam bicicletas e carrinhos elétricos para quem frequenta o parque. Existe uma sensação de comunidade muito forte”, relata.

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Setor Central: revitalização atrai novos moradores e impulsiona valorização

Durante décadas, o Setor Central enfrentou a perda de moradores. Agora, o cenário começa a mudar. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, compilados pela Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo, mostram que a população do bairro passou de 24.204 habitantes em 2010 para 29.011 moradores em 2022, crescimento de quase 20%.

O aumento da procura tem refletido diretamente nos preços dos imóveis. Levantamento do Índice FipeZAP aponta que o Centro registrou a maior valorização imobiliária de Goiânia nos últimos 12 meses, com alta de 30,7% no valor médio do metro quadrado.

Para Guido Santos, coordenador comercial da Sim Incorporadora e especialista do mercado imobiliário, a localização continua sendo o principal diferencial da região.

“O Centro é um bairro que conecta todas as regiões da cidade. Ele está ligado aos principais corredores viários, como a Avenida Anhanguera, Avenida 85, Marginal Botafogo e também ao corredor do BRT. É difícil encontrar outro local com tanta facilidade de deslocamento”, explica Guido.

Além da mobilidade, o bairro reúne atrativos históricos e culturais.

“Quem mora no Centro está perto da Praça Cívica, do Mercado Central, de teatros, museus e de um comércio de rua bastante consolidado. É uma região que oferece praticidade para o dia a dia”, destaca.

O processo de revitalização ganhou força após mudanças na legislação municipal que passaram a estimular novos empreendimentos residenciais, incluindo incentivos fiscais para construções e aquisição de imóveis novos.

Park Lozandes: de polo administrativo a nova fronteira residencial da capital

Conhecido por concentrar órgãos públicos como o Paço Municipal, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, o Park Lozandes também vem se consolidando como um dos bairros que mais crescem em moradores na capital. Segundo o Censo 2022, a população da região aumentou 63,3% em apenas 12 anos.

O desenvolvimento é relativamente recente. Embora o planejamento urbanístico tenha sido aprovado em 1992, a ocupação residencial começou efetivamente na década de 2010. Desde então, o bairro passou a receber empreendimentos residenciais e comerciais.

A combinação entre baixa densidade populacional, localização estratégica e proximidade de importantes equipamentos urbanos tem atraído moradores e investidores.

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