Celebrado no dia 8 de novembro o dia do urbanismo, discussão sobre o futuro das cidades destaca a importância de construções mais eficientes
O desenvolvimento de cidades mais sustentáveis passa diretamente pela transformação da construção civil. Segundo o Conselho Internacional da Construção (CIB), o segmento é um dos setores de atividades humanas que mais consome recursos naturais, responsável por cerca de 40% do consumo de energia, 30% dos resíduos gerados e 30% das emissões globais de gases de efeito estufa.
No entanto, a indústria da construção civil tem ampliado a adoção de práticas que buscam reduzir impactos ambientais e tornar os empreendimentos mais eficientes. No Dia Mundial do Urbanismo, celebrado em 8 de novembro, o debate sobre o planejamento das cidades também evidencia a importância dos critérios ESG na concepção e execução de novos projetos.
Para Ricardo Ferreira, especialista em mercado imobiliário e sócio-diretor da construtora Roberto Ferreira, pensar em sustentabilidade na construção civil significa olhar para todo o ciclo de vida de um empreendimento.
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“Precisamos fazer isso desde a escolha do terreno e dos materiais até a utilização e manutenção da edificação. A responsabilidade do setor vai além da entrega da obra, envolve também os impactos ambientais e sociais que ela gera e sua contribuição para o desenvolvimento das cidades”, destaca.
A agenda ESG amplia essa discussão ao considerar que a sustentabilidade na construção civil não se limita às questões ambientais. Outro desafio está na adaptação das cidades às mudanças climáticas. Eventos extremos, como enchentes, períodos prolongados de estiagem e ondas de calor, reforçam a necessidade de projetos que considerem as características ambientais de cada região. Soluções como pisos permeáveis, sistemas de drenagem, telhados verdes, arborização e planejamento adequado da ocupação do solo podem contribuir para reduzir vulnerabilidades e melhorar a qualidade dos espaços urbanos.
Nesse contexto, o urbanismo e a construção civil compartilham o desafio de conciliar crescimento econômico, qualidade de vida e preservação ambiental. A incorporação dos princípios ESG aos projetos representa uma mudança na forma de planejar e executar empreendimentos, colocando a eficiência dos recursos, a responsabilidade social e a gestão transparente como elementos importantes para a construção de cidades mais preparadas para os desafios das próximas décadas.