A escolha da impermeabilização deve considerar as características estrutura, as condições de exposição e as necessidades de uso para garantir a durabilidade da edificação
Tradicionalmente associada à etapa de execução, a impermeabilização vem ganhando espaço nas discussões sobre planejamento e desempenho na construção civil. A escolha do sistema, segundo especialistas, deve acontecer ainda na fase de projeto, considerando as características da estrutura, exposição à água, condições climáticas, movimentações previstas e utilização futura do espaço.
“A escolha do sistema de impermeabilização não pode ser dissociada das características de cada projeto. Diversos fatores precisam ser considerados antes da definição da melhor solução”, explica Jorge Lima, Diretor Técnico Comercial da Viapol.
Nesse processo, o projeto tem papel fundamental ao avaliar os riscos e definir as especificações técnicas que orientarão a execução. O planejamento também permite prever interferências, detalhar pontos críticos e reduzir improvisos durante a obra.
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Outro aspecto é que a decisão não deve considerar apenas o custo inicial, e fatores como compatibilidade com a estrutura, expectativa de desempenho, condições de aplicação, manutenção e consequências de uma eventual falha também precisam entrar na análise.
“Uma solução aparentemente econômica pode deixar de ser vantajosa quando são considerados os custos e transtornos associados ao baixo desempenho, associado a reparos prematuros ou intervenções futuras. Por isso, é importante avaliar não apenas o investimento inicial, mas também o desempenho esperado e a facilidade de manutenção ao longo do tempo”, afirma Jorge Lima.
Além da correta especificação, a qualidade do sistema de impermeabilização depende da preparação da superfície, do detalhamento de pontos como juntas, ralos e passagens de tubulações e da correta execução. Coberturas, lajes, fundações, reservatórios, piscinas e banheiros, por exemplo, apresentam desafios diferentes e exigem avaliações específicas.
“Mais do que evitar uma infiltração pontual, trata-se de preservar o desempenho da edificação e impedir que um problema localizado evolua para consequências mais complexas. Quando bem especificada e executada, a impermeabilização contribui para proteger os elementos construtivos e reduzir a necessidade de intervenções corretivas”, destaca o especialista.
Portanto, incorporar a impermeabilização ao planejamento significa reconhecê-la como uma decisão técnica que influencia diretamente a durabilidade, segurança e desempenho da edificação ao longo de sua vida útil.
Quando definida de forma antecipada e integrada às demais disciplinas do projeto, a solução permite avaliar melhor os riscos, compatibilizar sistemas construtivos e reduzir a necessidade de intervenções futuras.
“A impermeabilização não deve ser vista apenas como uma etapa isolada da obra, mas como parte de um conjunto de decisões de engenharia que contribuem para preservar a edificação, otimizar recursos e garantir seu funcionamento ao longo do tempo”, conclui Lima.