Férias exigem prevenção em condomínios

Redação ImobiPress

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Publicado em 10/07/2025 às 12:00 / Leia em 4 minutos

AABIC, entidade que congrega as maiores administradoras de condomínios do País, destaca que atenção de moradores e colaboradores pode evitar incidentes

Nos últimos anos, novas técnicas e formas de invasões e assaltos a condomínios têm sido registradas em diversas regiões do país. Em muitos casos, a entrada dos criminosos ocorre pelo portão principal, facilitada por falhas humanas ou procedimentos inseguros. Com as férias escolares, esse cenário tende a se intensificar, levantando um importante alerta sobre a necessidade do cumprimento de medidas preventivas por parte de síndicos, moradores e colaboradores.
 

A segurança condominial depende, sobretudo, das pequenas ações do dia a dia. Neste contexto, as administradoras de condomínios desempenham um papel essencial no processo, ao promover a adoção de práticas preventivas, investir em tecnologias e capacitar os funcionários, como os síndicos, porteiros e zeladores. “Uma das estratégias que deve ser constantemente reforçada é a orientação sobre vigilância e controle de acesso, especialmente na entrada e saída de visitantes. É fundamental manter um estado permanente de alerta”, afirma o presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (AABIC), Omar Anauate.
 

A AABIC, que reúne as maiores administradoras do país — responsáveis por 53% das unidades da Grande São Paulo, o equivalente a 1,1 milhão de residências e cerca de cinco milhões de moradores e usuários — disponibiliza orientações práticas por meio da série “AABIC Orienta”, com manuais sobre temas essenciais à gestão condominial. Um dos destaques é o guia “Dicas de Segurança em Condomínios”, que trata desde obrigações legais até formas de contratação e responsabilidades dos síndicos.
 

O presidente da entidade pontua que a segurança nos condomínios deve estar baseada em três pilares: procedimentos corretos por parte dos moradores; atuação adequada dos funcionários; e uso de equipamentos tecnológicos, como biometria, clausura (dois portões) e reconhecimento facial. “Por gentileza ou hábito, muitos moradores acabam negligenciando a segurança, ao abrir ou segurar o portão para pessoas desconhecidas que se aproximam do condomínio. Embora essa atitude pareça inofensiva, ela representa um sério risco à segurança de todos. Permitir a entrada de desconhecidos facilita a ação de invasores. Por isso, é fundamental que cada condômino adote uma postura preventiva. Por exemplo, não se deve abrir o portão ou permitir o acesso de quem não esteja devidamente identificado e autorizado pela portaria”, alerta.
 

Assembleias condominiais são o espaço apropriado para discutir e reforçar normas de segurança, bem como alinhar condutas esperadas dos moradores. “A adaptação às regras é essencial para o convívio seguro. A segurança no condomínio é uma responsabilidade coletiva, e pequenas atitudes de atenção podem evitar grandes problemas”, pontua.
 

Orientações – A AABIC recomenda que, antes de viajar, os moradores deixem uma cópia das chaves e um telefone de contato com um parente ou amigo de confiança, de preferência alguém que não resida no mesmo condomínio. Também é importante avisar um vizinho sobre a ausência, para que ele possa acionar a portaria ou o sistema de monitoramento em caso de movimentações suspeitas.
 

Já para os moradores que permanecem no local, a atenção também deve ser redobrada. Áreas comuns, como garagens, estão entre os pontos mais vulneráveis à ação de criminosos. “Dados indicam que, nos últimos anos, cerca de 90% das invasões ocorreram pela garagem ou pela porta da frente. É fundamental que os condôminos adotem hábitos de segurança, como manter as luzes internas do veículo acesas ou os vidros abaixados ao entrar com o carro, permitindo que o porteiro visualize o motorista com clareza”, orienta.
 

Anauate também endossa que falhas nos sistemas de segurança, distrações e despreparo estão entre os fatores mais comuns em ocorrências de invasões. “Ter uma infraestrutura adequada, investir na capacitação dos colaboradores e conscientizar os moradores são medidas indispensáveis para fortalecer a segurança condominial”, finaliza o presidente da entidade.

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