Com os benefícios dos programas habitacionais, 68% das vendas e intenção de compra da Lyx Participações e Empreendimentos são para jovens
A Geração Z virou protagonista na compra de imóveis no Brasil. Na Lyx Participações e Empreendimentos, 68% das aquisições realizadas no período de 2020 a 2025 foram feitas por pessoas com idade entre 18 e 30 anos. Essa marca segue a tendência apontada pela pesquisa “Retratos do morar”, da Ipsos-Ipec, que mostra que 50% dos jovens dessa faixa etária pretendem adquirir um imóvel – entre todas as faixas, a média nacional é 41%.
No entanto, o interesse elevado convive com barreiras concretas, principalmente relacionadas ao acesso financeiro. Entre os brasileiros, 41% afirmam não ter recursos para dar entrada e financiar um imóvel. Já entre os representantes da Geração Z, esse índice sobe para 47%.
Paulo Antônio Kucher, vice-presidente comercial da Lyx Participações e Empreendimentos, afirma que o valor da entrada do imóvel costuma ser o diferencial entre optar por um financiamento imobiliário ou continuar pagando aluguel, principalmente entre o público mais jovem. “Essa etapa é o que costuma definir o avanço das negociações, a viabilidade do negócio. Os incentivos e facilidades dos programas governamentais fazem toda a diferença nessa hora”, avalia o executivo.
A Lyx atua no segmento Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e, no Paraná, conta ainda com os benefícios do Casa Fácil Paraná, que oferece subsídios para ajudar na entrada e ampliar o acesso ao crédito. Na prática, esses mecanismos permitem reduzir o valor inicial exigido e, em muitos casos, viabilizam a compra por meio do parcelamento da entrada ao longo do período de obras, especialmente em imóveis adquiridos na planta.
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Kucher lembra que outro fator que contribui para esse processo é a possibilidade de utilização do FGTS para compor parte do valor de entrada. “Para quem não tem o valor total da entrada, há alternativas que facilitam esse primeiro passo. Além do parcelamento durante o período de construção do imóvel, trabalhadores com carteira assinada podem utilizar o saldo do FGTS para abater parte do valor inicial e diluir o restante ao longo do tempo”, pontua.
Comportamento
Kucher analisa que o comportamento da Geração Z é marcado por maior racionalidade financeira. “O jovem não começa mais pelo imóvel. Ele começa entendendo se consegue dar esse primeiro passo. Quando a entrada é possível, o restante da compra se organiza”, explica. “Essa lógica influencia diretamente a forma como o mercado se organiza, com maior aderência a produtos que conciliam preço total, valor de entrada e condições de financiamento.”
Na prática, esses mecanismos reduzem a principal barreira apontada pelos jovens e ampliam o acesso ao financiamento, permitindo que uma parcela maior da população transforme a intenção de compra em uma aquisição efetiva. “A intenção de compra é clara e já aparece nas vendas. O desafio está em transformar esse interesse em acesso. E hoje isso passa, antes de tudo, pela entrada”, conclui Kucher.