Inadimplência de aluguel no Brasil tem leve alta

Redação ImobiPress

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Publicado em 23/06/2026 às 15:39 / Leia em 3 minutos

Segundo dados do índice Inadimplência Locatícia (IIL) a inadimplência de aluguel no Brasil teve leve aumento em maio, com taxa de 3,22%

Após registrar o menor índice em um ano, a inadimplência de aluguel no Brasil teve leve aumento (0,04 ponto percentual) e fechou maio com 3,22%. Embora o movimento seja de alta, o cenário geral é de estabilidade. Na comparação com maio de 2025, quando a taxa marcou 3,33%, há uma queda de 0,11 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

“O aumento ainda é pequeno e pode ser considerado como uma variação comum diante da instabilidade econômica que o país vive. Ainda é cedo para determinar uma tendência de alta, principalmente porque abril registrou o menor índice em um ano e o aumento observado em maio não foi expressivo. No entanto, o cenário exige cautela. É importante acompanhar indicadores como inflação e juros ao longo de 2026, que podem impactar diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”, afirma Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica.

Na análise por valor, quase todas as faixas registraram aumento, mas os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam liderando. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 6,31% contra 5,56% no mês anterior. Nos comerciais, fechou o período em 7,60%, ante 7% em abril. Na contramão, as faixas com inadimplência mais baixa foram residenciais e comerciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com 1,91% e 3,52%, respectivamente.

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Os aluguéis acima de R$ 13.000 também tiveram um aumento considerável, especialmente os residenciais, que subiram 1,64 ponto percentual e alcançaram 6,16% de inadimplência em maio, frente aos 4,52% de abril. Entre os comerciais, a alta foi de 0,47 p.p., fechando o período com taxa de 4,90% contra 4,43% do mês anterior.

“Os contratos de maior valor seguem preocupando as imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro que representam. Quem aluga um imóvel acima de R$ 13.000, geralmente, tem renda familiar acima de R$ 40.000, três vezes o valor do aluguel, dentro da margem de segurança padrão. Mas esse perfil é, em grande parte, composto por empreendedores, comerciantes e empresários. E o empresário brasileiro está sob pressão real: carga tributária crescente, menor giro da economia, crédito mais caro”, analisa Gonçalves.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram aumento em maio. A maior variação foi verificada nas casas, que subiram de 3,31% em abril para 3,69% em maio. A inadimplência dos apartamentos ficou em 2,35%, ante 2,11% em abril; e a dos imóveis comerciais foi de 4,21% para 4,39%.

IIL por região

Em maio, o Nordeste segue com a maior taxa entre as regiões, com 5,39% de inadimplência, alta de 0,41 ponto percentual em relação a abril. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,38%, aumento de apenas 0,01 p.p. ante o mês anterior. Na sequência vem o Sudeste, que voltou a subir, de 2,94% em abril para 3,15% em maio. No sentido oposto, o Centro-Oeste segue em queda e fechou maio com 2,85%, ante os 2,97% de abril. Já o Sul, embora tenha mantido a menor taxa nacional, teve leve aumento de 0,02 p.p. no período e registrou 2,67%. 

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